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Azimute

Nós no Mundo #4 – Responsabilidade Social


Azimute [Nós no Mundo]

sociedade, desde o início da industrialização, mudou radicalmente. Entre a mentalidade que nos define, a nós e ao país em que vivemos, desde o realizar de uma simples tarefa doméstica, todos nós estamos rodeados de tecnologia, de objectos que nos ajudam a realizá-las e, claro, a longo prazo, poupar tempo. E por mais que não nos preocupemos com a forma como estes mesmos produtos são produzidos, há um aspecto que tem vindo a crescer e que tem vindo a tomar parte de todas as empresas cujo o seu trabalho afecta o ser humano directa ou indirectamente: a Responsabilidade Social.

Antes de que o leitor comece a pensar de que o tema que lhe trago hoje não tem sentido, queria que pensasse acerca desta situação hipotética: imagine-se que compra uma casa, na cidade onde vive, e que se encontra tão contente que se muda para lá dois dias depois da compra; no entanto, rapidamente entende o porquê de ter conseguido comprar a casa a preço tão baixo porque a dita encontra-se perto de uma zona industrial cujas chaminés das fábricas não são tão altas quanto se pensava e alguns dos fumos que saem a partir delas entram pela sua casa deixando um cheiro bastante desagradável. Obviamente que estou a ser um pouco extremista, até porque com a legislação actual, além de não se poder construir casas ou apartamentos assim tão próximos de uma zona industrial, as chaminés têm obrigatoriamente de ter uma altura pré-definida para que os seus fumos não atinjam as residências. Mas tudo isto para lhe explicar que a Responsabilidade Social há muito que deixou de ser algo com que se pode viver sem para algo com que se deve viver com.

Responsabilidade Social

Em termos de conceito, a Responsabilidade Social toma-se como toda a responsabilidade que assume a empresa sobre o impacto que a sua actividade tem para com a sociedade e o meio ambiente que a rodeia. Ora, esta “cláusula” do contrato social não é obrigatória, ou seja, as empresas é que decidem se querem ou não assumir este compromisso para connosco (enquanto seres humanos) e para com a sociedade. No entanto, e com a mudança de paradigma social e um crescente interesse na protecção do ambiente e do bem-estar da população, esta temática começa a tomar uma importância cada vez maior pois parece ser uma medida de protecção tanto para a empresa, que lhe obriga a mudar quase todo o seu leque de maquinaria e processos para outros que sejam não só economicamente viáveis como sustentáveis e, além disso, funciona como protecção para a sociedade pois ao proteger-se o ambiente, está-se a diminuir a pegada ecológica e a preservar o planeta por mais uns anos ou, pelo menos, até a próxima geração chegar.

Ainda que a empresa ganhe credibiliade e reputação e consiga uma maior satisfação por parte dos seus clientes e dos seus trabalhadores, que se assumem com maior força para trabalhar numa empresa que lhes assegura tudo aquilo a que se comprometeu no contrato de trabalho e assegurando, também, um meio de trabalho saudável, quem mais ganha é, sem dúvida o ambiente. Não podemos considerar que isto seja uma moda, um argumento filantrópico ou até uma estratégia de marketing. É sim, uma maneira de nos proteger e de nos obrigar a ter uma consciência para o futuro, uma consciência para o que está bem e o que está mal (e que se tem perdido desde que se iniciou este milénio) e acima de tudo, a sermos melhores cidadãos, pois não só a sociedade necessita que o sejamos como o nosso país, apesar de todos os seus problemas, também precisa.

Tenhamos a força e a capacidade de reconhecer o que está bem e o que está mal e tenhamos o discernimento suficiente para deixarmos o mundo um pouco melhor do que o encontrámos. O mundo depende, todos os dias, de nós e isso já Baden-Powell sabia quando criou os Escuteiros e disse esta tão célebre frase que, por mais que os tempos mudem, nunca deve ser esquecida. Abracemos o mundo da mesma forma que ele nos abraça a nós porque ele merece.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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