//
you're reading...
Especial

“Cold Case”, uma Perspectiva Renovada


Considero que a minha incursão no mundo da séries foi faseada. Comecei na RTP2 com a mítica Friends que dava sem parar, todas as noites depois dos desenhos animados passando, posteriormente, para os canais de teste da ZON onde eram exibidos durante mês e meio a FOX Life, a FOX, entre muitos outros. E recorde-se que isto já foi há uns bons anos, andavam os canais FOX com o seu grafismo ainda antigo e bastante catita. Foi na FOX que descobri “24” e ainda me lembro da publicidade ao “House” que andava na primeira (?) temporada e da promoção que a FOX fazia a Desperate Housewives com a Teri Hatcher a caminhar na estrada de forma bastante sensual. No entanto, foi na FOX Life que tudo começou. Lembro-me que nos primeiros tempos pouca coisa via e, do que me lembro, vêem-me flashes de Smallville. E ficava tremendamente chateado quando, ao fim do mês e meio, o canal simplesmente dava lugar a outro.

ColdCase_2

Mas eis senão quando a ZON decide que a FOX Life devia estar num pacote mais baixo (o antigamente denominado “Clássico”) e é aqui que a minha rampa de lançamento foi preparada. Comecei com “Ghost Whisperer”, seguiu-se “Ugly Betty”, veio “Eli Stone”, “Rita Rocks”, “Still Standing”, enfim, tantas produções que até a minha memória tem dificuldade em recordar. No entanto, se há série que nunca esqueci (nem irei esquecer) é “Cold Case” e o facto de dar à hora do jantar, hora em que me sentava à mesa a comer e, marcando 20h10, lá começava um novo episódio. A pouco e pouco fui-me entrosando na história, conhecendo aquela senhora loira tão cativante e fui, a pouco e pouco, procurando entender os casos, as músicas e o estado de viver no ano em que o crime foi cometido e não podia ficar mais deslumbrado com o resultado final.

De facto, “Cold Case” não é uma série fácil. Vi e revi os seus casos até ao final da quinta temporada. Ainda acompanhei via computador a sexta e a sétima parece ter ficado perdida no meu “armazém”; digamos que tenho imensos casos arquivados na gaveta e “Cold Case” acabou por ser, ironicamente, um deles. E realmente, este esquecimento teve a sua razão ser porque, na altura em que a quinta temporada terminou por cá, já a FOX Life não transmitia a série; esta tinha sido deslocada para o FOX Crime, um canal que havia acabado de nascer. Com umas mudanças do sistema cá de casa, ainda consegui gravar (bins tempos!) toda a quinta temporada e vê-la mas, depois disso, tudo acabou por se perder até há três anos atrás pegar na sexta temporada e vê-la de uma acentada. Lembro-me até bastante bem do último caso da temporada e até o adquiri, muito recentemente, para o recordar com todo o gosto. E a vontade de ver a sétima e última temporada cresce, sem dúvida alguma.

ColdCase_1

“Cold Case”, como vos disse acima, trata cada um dos seus casos de forma especial de tal forma que toda a banda sonora do episódio é do ano do caso que irá ser tratado. Outro dos factos muito interessantes prende-se à veracidade das suas histórias, tão cruas e reais, ao ponto de nos deixar o coração completamente em pedaços (e deste recordo-me um caso de um incêndio da primeira temporada) que me colocou em lágrimas em pleno jantar com a minha família. E foi até com esta série que eu aprendi a gostar de jazz e blues e que agora gosto tanto de ouvir.

Esta é, sem dúvida alguma, uma das séries da minha vida porque é através dela que a História é retratada de uma forma tão real e interessante que é impossível ficar distante. Envolve muita pesquisa e talvez essa seja a parte mais custosa de toda esta série mas não duvido que a criadora e muitos dos fãs tenham aprendido um ou outro facto de um ano em particular e que o retenham bem lá guardado nos recantos da nossa memória.

Apesar da época de ouro da televisão americana ter terminado há bastante tempo, o que é certo é que actualmente ainda se fazem dramas excelentes como “Breaking Bad” ou até “Game of Thrones” (ainda que baseado numa saga literária). “Cold Case” não será esquecida, mais nenhuma vez e junto a ela, no meu pódio pessoal, estarão as duas que mencionei acima e mais uma mão cheia de histórias que corresponderam às minhas necessidades criativas e, acima de tudo, às minhas expectativas. Obrigado CBS e, essencialmente, obrigado Meredith Stiehm por terem dado vida a tantas belíssimas histórias.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

Discussion

No comments yet.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Biblioteca

Calendário

August 2013
S M T W T F S
« Jul   Sep »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
%d bloggers like this: