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Último a Sair, Espaço, Pastel de Nata

Pastel de Nata #4 – O must see Último a Sair


Faço zapping na televisão portuguesa em busca de um tema para trazer aqui este mês. Surpresa: encontro novelas brasileiras, reality-shows decadentes com pseudo-famosos e séries de ficção nacional sem qualquer interesse. E depois lembro-me: a RTP2 está a repetir o Último a Sair, uma das melhores séries de humor que já vi passar na televisão. Entre todos estes novos e ilustres programas, é preciso focarmo-nos numa repetição para encontrarmos algum proveito.

Não sei se antes dele houve um programa com mais graça, espírito e originalidade, mas depois dele certamente não houve nenhum tão inovador no panorama nacional. Bruno Nogueira teve a brilhante ideia de gozar com os reality-shows tipo Big Brother e Secret Story e o igualmente brilhante ‘elenco’ que escolheu teve uma enorme capacidade de pôr em prática esta ideia tresloucada.

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Tudo ali foi tresloucado. Dos cogumelos alucinogénios à noite mexicana, passando pelo episódio do Unas com a gorda e pelas epifanias individuais que cada ‘concorrente’ tinha. Pôr uma Luciana Abreu e um Marco Borges a gozarem consigo mesmos não é para qualquer um. Nem um Roberto Leal a fazer de si próprio, tão bem que mereceu inclusivamente a vitória no final, por tudo o que nos fez passar ao longo daqueles 24 episódios. As polémicas com Gonçalo Waddington, o realismo ridicularizado, os momentos de meta-realização. Tudo tão bom.

E o melhor de tudo é que o Último a Sair tenha sido emitido na estação de serviço público. Apesar de dever sempre dar o exemplo, nem sempre tal acontece, e a transmissão de um programa como este, com tamanha originalidade e de um humor tão apurado, foi não só uma aposta ganha em termos de audiências como ao nível da captação de um novo público – claramente jovem e não facilmente ‘cativável’ pelos programas habitualmente oferecidos pelas estações rivais.

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O Último a Sair proporcionou os melhores momentos de riso dos últimos anos e fez chorar mais do que qualquer dos programas com que pretendeu gozar. E de mais do que felicidade. Para todos os que não viram, é uma pena que não tenham acompanhado na altura e passado longas noites a rir e comentar com os amigos a genialidade de cada episódio, a começar pelas apresentações dos concorrentes. E que alguns nem tenham chegado a compreender o carácter irónico e humorístico da série. Para os que viram: é rever e rever e rever. Prometo que não perde a piada, nem um bocadinho.

P.S. – Se o acordar de Bruno Nogueira a meio da noite para ter uma visão da Nossa Senhora não é um dos melhores momentos televisivos de sempre, então devo estar a ver os programas errados. Ah, e também há disto em DVD. É comprar e mostrar aos filhos quando forem mais crescidos.

P.P.S. – É mais do que uma alternativa ao que ver na televisão. É um must see!

4,5PN

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