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A TV em Números

A TV em Números #2 – Séries Maltratadas!


A TV em Números #2

No ar já se sente aquele calor característico do Verão e, ainda mais, já se sente o cheio a sardinha assada tão característico da minha cidade e que me trazem à memória certas imagens de Verões inesquecíveis que agora se encontram enterrados no passado… e o que sobrou deles foram as memórias dos momentos mais intensos e belos. De facto, no estado em que o País está, a nossa única maneira de nos evadirmos dos intensos impropérios de crise ou de “Grândola, Vila Morena” ou, simplesmente, porque queremos o nosso dinheiro e uma vida estável, porque já muito maltratados somos.

O que é certo é que não é só no nosso país (e, consequentemente, nós próprios) que somos maltratados. Também as séries, no país do outro lado do Atlântico, sofrem um pouco não só com alguma falta de promoção como, e em grande parte, pela falta de boas audiências.

Talvez o caso mais crasso e que mais recentemente abalou muitos fãs foi o da série “Don’t Trust the B— in Apartment 23” que, aos olhos de muitos era uma série com qualidade e que mostrava uma outra perspectiva sobre como fazer comédia mas que sucumbiu, agora na sua segunda temporada, devido às más audiências e à (falta de) inteligência do(s) director(es) de conteúdo(s) e programação do canal ABC… Se o leitor bem se recorda, foram exibidos nesta segunda temporada episódios que eram para ter sido exibidos na primeira e, como tal, a história retratada não tinha o mesmo fio condutor e, por isso mesmo, deixava muitos confusos e completamente perdidos.

Happy Endings

Ainda no mesmo canal, falo de “Happy Endings” que se viu morta na sua terceira temporada talvez pela perda de fé na sua história e nas personagens tão caricatas que abrilhantavam uma história muito peculiar. Excluída para as sextas e em sessões duplas, a série pareceu nem ser muito notada porque poucos eram aquele que ligavam a televisão às 20h para verem a comédia.

Mas não é só no passado que os maus-tratos se encontram em doses industriais. É já na Fall Season que se aproxima que há um caso de uma série, mais ou menos, mal tratada. Falo de “Once Upon a Time in Wonderland” que conseguiu o horário mortal: quinta às 20h. Ora, desde “Ugly Betty” que a ABC ainda não conseguiu aguentar uma série neste horário (“FlashForward”, “Charlie’s Angels”, “Last Resort) portanto, não entendo como é que ao colocarem uma série nova o vão conseguir ganhar novamente, tendo em conta que temos “The Big Bang Theory” na CBS. Não teria feito mais sentido colocarem-na após a série que lhe deu origem, aos domingos? E mudarem, por exemplo, “Grey’s Anatomy” que já tem uma audiência perfeitamente segura para o horário das 8h e aproveitarem o lead-in da mesma para lançarem outro hit?

Up All Night

Mas não é só na ABC que as séries são maltratadas. Na NBC, temos um caso gritante e é bastante recente: “Up All Night”. Ora, a série tinha estreado em 2011 e desde logo cativou uma boa audiência dada a irreverência das diversas situações e a excelente química entre Christina Applegatte e Will Arnet. No entanto, ao chegar à segunda temporada, os executivos do canal decidiram mudar o formato da série de single camera para multi camera, um formato mais económico a decorrer em frente a um público. Nunca eles pensariam que tais mudanças criativas fossem causar tanta polémica… além da saída da criadora, também Applegatte decidiu que ficaria por ali na série e os 5 episódios que eram suposto ser filmados segundo o “novo” formato nem chegaram a ver a luz do dia, de tal forma que o episódio 11 da segunda temporada deve ser considerado como series finale.

O que é certo é que, olhando a algumas não tão felizes decisões de programação, muitas séries que podiam ter crescido e ter sido o novo hit do canal acabaram por não o ser, morrendo lentamente sem ninguém querer saber muito delas. Ou melhor, só os fãs é que se preocupam com o seu futuro. É certo que, se fosse por nós, todas as séries continuariam indefinidamente mas, se o canal se predispõe a gastar dinheiro com um produto e a publicitá-lo, porque destruí-lo logo sem ue haja uma boa razão para tal? Decisões que, claramente, nos ultrapassam e que, muito provavelmente, nunca saberemos as verdadeiras intenções.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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One thought on “A TV em Números #2 – Séries Maltratadas!

  1. Após deixar Up All Night, a série que criou e viu passar por inúmeros problemas até ser cancelada no último Upfront, Emily Spivey se juntou ao time de roteiristas de Modern Family. A ex-colaboradora de Saturday Night Live saiu da NBC, emissora na qual trabalhou pelos últimos quatro anos, e assinou um contrato de permanência de dois anos com a ABC, ingressando na comédia familiar. O acordo prevê o desenvolvimento de novos projetos, mas por ora ela ficará alocada na principal atração do canal.

    Posted by Kieth T. Mccormick | July 7, 2013, 6:23 AM

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