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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 5×11 – The Boy Must Live


Fringe 5x11 (1)

Quem não já tentou, ao tomar um banho de imersão, colocar a cabeça dentro de água, deixando o nariz de fora para se conseguir respirar, e privar a audição e a visão por 5 minutos? Quem já não se sentiu relaxado depois de se privar momentaneamente dos seus sentidos? Pois bem, o tanque que sempre foi parte integrante da mitologia Fringe volta a marcar a sua presença a dois episódios do fim da série.

Desta vez, é Walter que é sujeito a um “tratamento” de choque. Perguntar-me-á o caro leitor, com que objectivo se sujeita ele a tal coisa. Se bem se recorda, no episódio passado, descobrimos que September é Donald, esse grande homem por quem Walter anseia, desesperadamente, encontrar para resolver as coisas e perceber o seu papel no mundo e no plano que está reservado para se destruir os invasores. E é neste tanque de privação sensorial que Walter acede às suas memórias mais bem guardadas, para tentar saber onde é que é que este homem vivia.

Fringe 5x11 (2)

Walter, através da sua capacidade de juntar peças, conseguiu saber onde este homem vivia. E, no momento em que lhes abre a porta, um sorriso, uma felicidade cobre toda a sua face por ver não só esta equipa fantástica como o miúdo, seu filho.

Todas as peças agora se encaixam. Donald, anterior September, teve de ser despedido desta sua função por ter interferido bastante no espaço-tempo. Ele, que sabia o que estava para acontecer em 2012, correu a avisar Walter e a preparar um plano para que esta invasão nunca se desse. Teriam de ser recolhidas umas pedras que fariam parte de uma máquina que abriria um buraco no tempo; o cilindro, que foi recuperado das coisas de William Bell, seria enviado para a outra ponta do buraco a fim de estabilizar a ligação entre os tempos; o íman gigante serviria para impulsionar o cilindro para a época correcta e assim não desviar quem lá entrasse; e, por fim, o miúdo, entraria de mão dada com alguém, até ao momento em que os Observers foram criados, para que todo o Futuro mudasse.

Parece confuso, não é verdade? De facto, os Observers estão privados de emoções. Em detrimento da sabedoria total, tiveram de abandonar aquilo que lhes fazia fracos, aquilo que os impedia de evoluir. No entanto, Michael, fruto de uma anomalia de crescimento, evoluiu com o mesmo poder intelectual dos Observers e capacidades empáticas, cujo o toque, a quem estiver disposto a aceitar, lhe modela toda uma perspectiva sobre o Mundo. O objectivo deste plano seria, pois, enviar Michael para 2167, o ano em que os Observers foram criados, para dar a entender aos cientistas que não é preciso abandonarem as emoções a favor da inteligência suprema. E, tendo isto em conta, todo o Futuro (e até mesmo o passado a partir do dia da invasão em 2015) muda completamente e toda a Terra tem mais uma hipótese de viver por muito mais anos.

No entanto, há um preço a pagar para que este plano se concretize com sucesso: Walter necessita de levar Michael até ao ano e, como tal, para não criar um paradoxo na Natureza, precisa de desaparecer da face da Terra no dia da invasão, em 2015. Claro que, para Walter, abandonar o seu filho Peter, é algo muito doloroso mas, sabendo tudo aquilo que ele fez desde 1985, ele vê isto como um castigo divino por ter brincado com a Natureza de forma tão promíscua. Ele vê isto como a forma final de se redimir dos seus erros, para sempre.

Podemos, nós, saber todo o plano. No entanto, os Observers são quem mais devem temer este pequeno rapaz. No Futuro, em 2609, asseguraram que nada de mal lhes aconteceria e que esta época seria a melhor para que os Observers subsistissem mas o aparecimento desta anomalia vem contrariar todos os planos e colocar em cheque toda uma espécie de lagartos que não teme nada a não ver uma equipa que já mostrou bem capaz de os neutralizar. A época de caça ao Michael abre e este, sabendo que poria em risco tudo aquilo pelo qual os seus amigos já lutaram, deixa-se apanhar numa estação de comboio e entrega-se a Windmark. Terá sido a melhor escolha? Terá Michael hipóteses de ser salvo? Ao olhar à promo parece que vamos visitar, uma última vez, o lado vermelho. Estamos prontos para o final? Eu creio que sim. Preparem mantimentos porque Fringe vai abanar o mundo dos fãs e terminar da melhor forma (ou assim o espero).

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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