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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 5×09 – Black Blotter


Fringe 5x09

É ao som da belíssima Antena 2 que me perco por entre os pensamentos que este episódio de “Fringe” me trouxe. Por vezes sinto-me como Walter, no sentido em que, preciso de me perder no meio de algo mau para saber o que de bom posso tirar da minha situação actual e, quem sabe do meu Futuro. Este homem, desesperado por querer saber mais sobre este plano que teima em não se descobrir pista alguma sobre a sua execução, perde-se no meio do LSD e vê-se, sem dúvida alguma, perdido pelas memórias do seu antigo “eu”, aquele vil e desprezível homem que só procurava ser uma coisa: Deus. Procurava mas nunca encontrou. Quem o fez foi William Bell no final da temporada passada mas isso, nós já discutimos por aqui.

Walter, ao perder-se no meio das drogas, enfrenta dois mundos. O primeiro e talvez o mais preocupante, revela-se com a perda da essência que tem vindo a criar desde que foi resgatado daquele hospício por Olivia, uma essência de vida pura, inocente mas sem nunca perder a inteligência que dele sempre foi parte integrante. O segundo prende-se a um mundo de fantasia criado pela sua própria mente para enconder o mais pequeno e sombrio segredo. E, quando vemos todas aquelas animações a correr, perguntamo-nos se nós próprios, por vezes, não arranjamos animações próprias para esconder aquilo que não querermos que os outros saibam, esconder a verdadeira explicação para os nossos medos ou mesmo até esconder a nossa verdadeira natureza por medo daquele que se apoderou de nós (cf. “Lysergic Acid Diethylamide”, temporada 3, episódio 19).

Foi nesta perda entre estes dois mundos tão interessantes, por parte de Walter, que outro mundo se começou a alinhar e, neste caso, foi o mundo da restante equipa. Aquele rádio que havia sido encontrado no quarto onde um certo rapaz havia sido escondido no “Pocket Universe”, começa a dar sinal de si. A equipa é levada, por isso, a uma casa, perdida no meio de uma ilha, e é lá que encontram um rapaz careca, quase igual àquele visto numa das cassetes de Walter. No entanto, a recepção não foi tão calorosa assim; os protectores exigiam uma palavra passe, exigiam, portanto, uma prova da veracidade das identidades desta equipa que até aqui tanto trilhou para vencer estes invasores. E, do nada, perto de umas árvores verdejantes, Walter salta uma expressão que apaziguou tudo e todos: “Black Umbrella”.

Perguntamo-nos, muitas vezes, o que faz muita gente não desistir dos seus objectivos tal como aconteceu com o patriarca da família onde Michael, nome pelo qual era chamado, havia sido recebido. Talvez esperança. Talvez vontade de, algum dia, tudo isto mudar. Talvez o amor que sentia por aquela criança. Razões que não o fizeram desistir de enviar um sinal que seria captado por aquele rádio, fosse quem fosse que aparecesse. E, hoje, temos aqui a arma que Walter necessita para o seu plano dar certo. Mas porquê? Qual é a razão? Ainda não se sabe mas o que é certo é que este rapaz se assemelha a um Observer. Terá isto alguma implicação no futuro da Humanidade?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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