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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 5×08 – The Human Kind


Fringe 5x08 - The Human Kind

Olivia: Simone, you have a gift. You can see things that other people can’t. I don’t doubt that. But… wherever you think this gift came from or whoever you think bestowed it on you, it’s simply an anomaly. I know that because I’m an anomaly. I have moved things with my mind. I’ve lit things on fire. I’ve caught bullets midair. I’ve seen things that people only dream about. I’ve seen… the seams between universes rip apart. Things that humans shouldn’t see. People make up explanations… assign meaning to things without knowing because it’s reassuring. It’s comforting. But I can’t do that… because I know too much. It’s all just numbers. And the invaders, as you call them, are just better at math than we are.

Ver. Ouvir. Sentir. Saborear. Cheirar. Constantemente estamos a fazer uso dos nossos sentidos de uma maneira tão automática que não nos perdemos sequer a pensar porque o fazemos. Somos capazes de ver e de ouvir coisas, de sentir outras mais ou menos boas, saborear e cheirar boas comidas e tudo isto leva a que nós construamos boas ou más memórias. Por mais que ousamos negar, não somos nada sem estes nossos sentidos, que nos permitem conhecer o meio que nos rodeia, e aquilo que podemos ou não fazer para o melhorar.

Pois bem, Peter assumiu-se como um quase Observer. Ele havia colocado dentro de si um dispositivo que o permitia ser mais do que aquilo que ele foi ou que alguma vez será. Permitia-o ver o tempo e o espaço de forma diferente, de uma forma mais curiosa e podia andar a vaguear nestas dimensões a seu bel prazer.

No entanto, mais que um sentimento prazeroso de se viajar pelo meio das dimensões e do tempo, o objectivo de eliminar Windmark não o deixava em paz. Ele sentia que era aquele o seu dever porque, da morte, iria saber o que era ter a filha Etta vingada. Ele saberia que quando chegasse a hora de Windmark, o seu coração estaria em paz, finalmente.

Fringe 5x08 - The Human Kind (2)

Mas Olivia via aquela decadência emocional. Via, sentia, perdia-se no sentimento de nunca mais ter o seu Peter de volta, normal, preocupado e atento. Numa belíssima sequência, é o seu toque e as suas palavras que conseguem chegar bem dentro da alma daquele homem que procurava vingança fazendo com que este retirasse aquela pequena tecnologia que o tornava mais daquilo que jamais esperaria ser.

E é nesta remoção que “Fringe”, mais uma vez, nos troca as voltas todas e quando pensávamos que Peter não teria um final assim tão feliz, eis que lhe retornam todas as emoções perdidas em detrimento da inteligência. Afinal, não era aquela a altura correcta para que Etta fosse vingada e, mais ainda, que se perdesse Windmark. Tanto que não podia ser naquela hora que não foi. Mais tarde, quem sabe, veremos justiça feita; mais tarde, quem sabe, voltaremos a ter um mundo como deve ser.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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