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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 5×07 – Five-Twenty-Ten


O mundo encontra-se em constante mudança. A pedra que hoje veremos num riacho terá arestas que amanhã estarão limadas por força da corrente que arrasta outras pequenas partículas que a tornam mais redonda e suave ao toque.

O tempo, para nós humanos, sempre foi algo precioso. Desde o momento em que acordamos até ao momento que colocamos a nossa cabeça de volta na almofada, tentamos sempre manter a nossa vida organizada, debaixo de uma rotina que é sempre repetida por mais desvios que possamos causar. Tal como para nós o tempo é precioso, para os Observers este é uma arma da qual usam e abusam para fazer da sua espécie algo mais que a espécie humana. Impingem as suas regras, as suas leis, modulam o mundo para que nada nem ninguém vá contra eles. No entanto, quando alguém pega no pequeno aparelho que dá a esta espécie o grande poder de viagem entre o espaço-tempo e o coloca no seu próprio corpo, tudo aquilo que ousámos conhecer da personagem muda radicalmente porque o seu comportamento também muda. As suas acções estão pré-determinadas, o Futuro é visto com outros olhos e os acontecimentos são todos modelados para que o produto final seja a extinção deste grupo de homens que a pouco e pouco estraga a Terra.

Foi essa a missão deste episódio para Peter. Ele próprio estudou os movimentos dos generais mais próximos de Windmark, estudou todas as suas jogadas, os seus tempos, os objectos que carregavam, todos os dias. E, soberbamente, muda o comportamento destes homens para que, no momento em que se encontram fechados numa sala, as suas malas expludam e libertem uma substância que acaba por liquefazer os seus rostos e acabar com a sua vida.

Por outro lado, enquanto os Observers se entretiam a resolver a problemática daqueles que foram mortos naquele prédio, a equipa de fugitivos segue para um depósito perdido de William Bell para encontrar dois cilindros importantes para a execução deste plano tão enigmático. Mas no meio de tanta acção, de tanta dor e desespero, uma fotografia de Nina Sharp, nos tempos em que ela e Bell namoravam, jazia sobre um arquivo. Walter pega nela e guarda-a como um tesouro ao mesmo tempo que recorda as palavras ásperas que havia proferido naquela tarde a esta senhora. É através desta pequena imagem que Walter recorda tudo aquilo que já viveu e o quanto ele já evoluiu enquanto pessoa e não enquanto Deus de um laboratório onde tudo é possível e o egocentrismo reina. Este plano começou a despertar o pior de si, não só porque não se consegue lembrar mas também porque se exige mais da sua cabeça, do seu intelecto, da sua arrogância.

E no fim desta aventura, “The Man Who Sold the World” começa a tocar. Numa clara alusão à dupla que sempre viu o mundo como um conjunto de cobaias, Walter continua perdido nos seus pensamentos e continua a querer não transformar-se no homem que antes foi. Num acto de desespero, pde a Nina que depois de tudo isto, se lhe retirem as partes do cérebro que lhe foram restauradas aquando da sua saída do âmbar. E é ao som daquela música que também olhamos ao armário onde, a pouco e pouco, vão sendo recolhidas as peças deste puzzle… e perguntamo-nos qual a sua importância na destruição destes invasores.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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