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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 5×05 – An Origin Story


Walter: The pain is her legacy to you both. It’s proof that she was here.

A dor é algo que todos nós experimentamos em algum ponto da nossa vida. É ela que, muitas vezes, nos faz crescer e entender que nunca teremos direito à felicidade se não nos esforçarmos grandemente para a merecer. No episódio anterior, quando o nosso coração parou com a morte de Etta, ficou-se com a sensação que tanto Peter como Olivia não quiseram saber da morte da sua filha. Para eles, a única coisa que tinham na mente era fugir. E só depois, se houvesse tempo, entrarem em luto pela sua menina. No entanto, é neste episódio que tudo muda.

Por um lado, temos Olivia. Esta mulher, que parece ser a chave para o plano de September, sonha com Etta. Sonha com aqueles belos momentos entre mãe e filha e sonha, em algum dia, poder reencontrá-la. Mas, infelizmente, tudo isto não passa de um sonho e até mesmo ela se sente culpada de estar de volta apenas para sentir, novamente, a dor de a perder. Walter, a meio do dia, encontra uma cassete de um dos aniversários de Etta e pede que a mãe o veja. Mas ela não consegue. A dor é demasiada para ela enfrentar a felicidade que outrora experimentou. Num dos melhores momentos que a série já nos deu, Walter conta-lhe como viveu com a sua e como ainda hoje vive. Mas, naquele momento, Olivia não estava disposta a isso, a lutar. Só mais tarde, quando se viu sozinha e com as saudades a apertar o seu coração, decide ver o vídeo. E chora. Chora pela sua menina que, provavelmente, nunca mais verá. Chora pela grande mulher que se perdeu e que hoje tem a sua cara nos prédios de Manhattan com a inscrição “Resist”.

Por outro lado, temos Peter. Ele sempre foi bastante paciente e sensato nas decisões que tinha de tomar quando começou a trabalhar na Fringe Division. Talvez sendo a voz de uma consciência, ele sempre complementou Olivia e enquanto um pensava, o outro agia. No entanto, neste episódio, Peter é tomado por todas as suas emoções de tal forma que tortura o Observer que havia sido capturado para lhe extrair o máximo de informações sobre a forma como esta espécie trabalhava e vivia.

Para viver, precisavam que as máquinas que bombeavam o dióxido de carbono estivessem completas. De forma a que pudessem completar este objectivo, os Observer abriam buracos no espaço-tempo de forma a que, do Futuro, pudessem ser enviadas caixas com os componentes essenciais às máquinas que permitiam esta espécie viver no passado. Numa tentativa de destruir o que quer que seja que estivesse do outro lado, uma bomba de anti-matéria é lançada para lá para nada parece ter feito. Envolvido pela fúria, regressa ao armazém onde estava o Observer preso e começa a cortar a nuca para de lá retirar o dispositivo que faz dele quem é. E num acto de loucura, como se a sua vida dependesse disso, Peter faz um corte na sua própria nuca e deixa que aquele dispositivo entre e tome o seu corpo para nunca mais voltar a ser o mesmo.

Num tom bastante mais negro que qualquer episódio que a série já nos mostrou, “Fringe” muda o jogo. Peter é, agora, um novo ser. Um híbrido, talvez. Mas terá sido esta loucura, fruto das suas próprias emoções, do seu luto pela filha? Que mudanças experimentará ele, agora que possui o mesmo dispositivo dos Observers?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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