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Análise de Episódios, Futurama

Sobre Futurama 7×12 – 31st Century Fox


Qual foi o primeiro pensamento do leitor ao deparar-se com o título deste episódio? Porventura terá pensado como eu, que visitaríamos os estúdios da FOX no século XXXI ou que faríamos uma visita a Hollywood e descobriríamos mais uns segredos sobre algumas celebridades do (nosso) quotidiano ou mesmo até que a equipa da Planet Express iria gravar um filme cujos títulos poderiam ser “Como Fazer uma Entrega Eficiente em Redor do Mundo em 80 km/h”, “Como Fazer uma Entrega Eficiente em 80 Planetas Diferentes” ou até “Como Fazer um Filme sobre a Pior Equipa de Entregas… com a Pior Equipa de Entregas como Protagonista”!

No entanto, o episódio leva-nos até um distante clube de caça onde raposas robôs são usadas como petisco para desenvolver os eventos mais snobs que este Sistema Solar alguma vez viu. Basta que os senhores mais velhos sentem os seus rabos nas selas dos seus cavalos e ouçam onde a matilha de cães se encontra para se observar a morte das raposas bebés por dentadas ou mesmo o roubo total da tua pele!

Tal atrocidade leva Leela a iniciar um protesto de defesa dos animais mas sem grande sucesso dado que, a cada passo que dava, era, literalmente, jogada fora de cena. E tudo isto toma proporções épicas quando Bender, num destes eventos, observa a raposa robô a ser completamente estripada pelos cães levando-o a lutar, acérrimamente, pelos direitos desta espécie.

Depois de uma acção legal para tentar colocar a espécie da raposa como em vias de extinção não ter tido o sucesso que era esperado, Bender, Leela e Fry são levados até ao local do clube e “forçados” a roubar a raposa e quando a trazem, de volta, à sede da Planet Express apercebem-se do erro que cometeram. Afinal, os seus novos fatos de trabalho rapidamente passaram de blusas e calças a pequenos pedaços de tecido espalhados no chão do balneário.

De volta ao clube, Bender deixa de ser o predador para ser a presa. Depois de ter libertado a raposa, ele fecha a jaula consigo lá dentro esperando conseguir dar uma lição a todos aqueles que praticam aquele desporto. Dado o seu insucesso, libertam-no para ser caçado e, apesar das probabilidades estarem contra si, consegue engendrar um plano que o coloca em vantagem e com o chefe do clube ajoelhado a seus pés pronto a ser, digamos, executado. E com uma pequena ajuda da raposa, o chefe é neutralizado e, aparentemente, esta “caça” é fechada. De volta a casa, a equipa não tem qualquer razão para não festejar esta vitória com tudo aquilo a que têm direito (gelados e whisky) como verdadeiros cavalheiros e senhora.

Num episódio leve e de preparação para um possível final épico, “Futurama” volta a não deixar de parte a crítica social à caça desportiva e aos clubes de elite onde o “snobismo” é lei e onde a entrada é limitada a todos aqueles que não partilham dos mesmos comportamentos.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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