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Covert Affairs, Especial

Covert Affairs, Espionagem Chique


A espionagem sempre foi um dos pontos de interesse no que toca a fazer televisão. O tema sempre foi mote para conspirações de alto nível ou mesmo até séries cujos agentes eram as personagens principais e quando “Covert Affairs” estreou, no verão de 2010, nada fazia crer que a série crescesse tanto e se tornasse naquilo que é hoje.

Desde o primeiro episódio que acompanhamos Annie Walker nas suas mais diversas missões espalhadas em redor do globo para conseguir contactos ou até mesmo salvá-los da morte certa, arriscando a sua vida por um país e uma casa em que ela acredita. Contudo, a sua jornada até ao dia em que entra na CIA foi tudo menos calma e, talvez o momento mais importante da sua vida, foi quando conheceu aquele seu grande amor que, da noite para o dia, a deixa sozinha e desamparada com um bilhete a pedir desculpa. Movida por uma certa raiva e com um sentido de justiça muito pessoal a crescer dentro de si, Annie vê-se a fazer os testes e a conseguir entrar para a CIA ainda um pouco imatura no que toca a experiência em campo e tudo isto com o intuito de a agência querer chegar bem mais perto do homem que lhe roubou o coração.

Duas temporadas depois, e após muita luta contra um coração que, sem dúvida, não a merecia, vê-se num novo departamento e com uma nova tutora que a deixou livre para elaborar uma missão e a segui-la até ao fim, não importanto os custos e os meios para atingir os fins. E, de uma forma majestosa, os 10 episódios que compõem a primeira parte da temporada, como que constroem uma história para, no fim, se desenrolar de uma maneira que nenhum de nós esperava deixando-nos, em certos momentos, de boca aberta com tudo aquilo que aconteceu.

Ao longo dos já 39 episódios exibidos, a série cresceu não só em termos de personagens como a nível de história. A pouco e pouco, assistimos a uma maturação das personagens e aos confrontos éticos com os quais, todos os dias, se debatem porque, no jogo da vida e da morte, os caminhos só têm uma volta possível. E, claro, de uma maneira espectacular, somos conduzidos pelos casos da semana que nos levam até locais que nunca sonhámos existirem e muito menos visitar dada a nossa limitação de tempo. E damos por nós a querer ser um pouco como esta rapariga que já tanto lutou para chegar onde chegou. E o que nos resta? Sonhar com estes lugares e estes nervosismos de não saber o que vai acontecer e, sobretudo, tremermos com as mudanças drásticas que estas personagens sofrem e na forma como isso afecta as suas acções no futuro próximo.

Apesar de não ser o melhor drama da actualidade, “Covert Affairs” juntou, em três temporadas, o que há de melhor nas séries e filmes de espeionagem: conspirações, acção q.b., personagens fortes e uma premissa que é capaz de manter o espectador agarrado ao ecrã. A pouco e pouco, aquilo que se pensava ser mais uma série de verão, acabou por se transformar uma grande série de acção onde só há tempo de respirar para se voltar a ter uma nova injecção de adrenalina e voltarmos a correr para o incerto como se nós próprios fôssemos os espiões numa missão de alta segurança. Afinal, quem não gostaria de ser espião por um dia?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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