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Copper, Especial

“Copper”, um Olhar pela Sociedade de 1864


Qualquer que seja a série que tenha, no seu core, algo relacionado com história, fica-me na mente como um possível programa a ver. Juro, caro leitor, que eu não sei de onde vem esta adoração pela História Mundial dado ser um rapaz das Ciências Exactas. Mas o que é certo é que séries como “The Tudors” e “The Borgias”, deixaram-me a salivar pelo género, a querer conhecer mais este mundo das séries históricas e dos contextos que elas procuram recriar e mostrar ao espectador.

Os ingleses são exímios nas séries que criam e desenvolvem. Não posso descurar a sua mão nas duas séries que acima referi. E “Copper” não foge a esta regra. Sendo a primeira série que o canal BBC America alguma vez produziu, a história teria de ser forte, as personagens carismáticas e tudo num ambiente cativante. Resta-me congratular o excelente trabalho de toda esta equipa que nos traz uma história de um polícia em busca da verdadeira razão para o desaparecimento da sua mulher e a morte da sua querida filha, no ambiente nova iorquino de 1864.

A história, à primeira vista, pareceu-me algo simplória e sem graça. E o leitor provavelmente pensará o mesmo que eu pensei quando vi o trailer. Mas o que é certo é que este género de séries costuma ter um leque de personagens cujas histórias de vida são muito intensas e emocionais e facilmente entram em conflito com algumas decisões da vida presente. E “Copper” consegue desenvolver muito bem isso ao ponto de não só mostrar os conflitos interiores das personagens como ainda faz um olhar à corrupção daquela altura e tece todos os limites que aqueles que têm poder estão dispostos a transpôr.

E claro, não podemos negar o elevado nível de imprevisibilidade que a série demonstra à medida que a história se vai desenvolvendo. E, mais ainda, a história não fica parada no primeiro episódio, como sucede com algumas séries americanas, e resolve aquilo que tem a resolver logo para o espectador não ficar a matutar naquele assunto e a criar uma grande expectativa e vê-la, no final, destruída por uma resolução sem sal.

“Copper” demonstra-se crua, verdadeira e intensa. Algumas das personagens mostram-se interesseiras, corruptas. Outras simbolizam o que de melhor existe numa sociedade. Outras são ainda o reflexo da própria sociedade que se construía: indecisas, cheias de medo, sem ambição. “Copper” faz-nos um retrato de uma população que a pouco e pouco evoluía e se transformava numa das maiores potências económicas actuais. “Copper” mostra-nos um dos lados do grande tema da História Mundial que muitos de nós não conhecem e é, sem dúvida, uma das minhas favoritas actualmente.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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