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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 5×01 – Transilience Thought Unifier Model-11


“Fringe” foi, desde sempre, a minha série. Apesar de a ter começado a acompanhar como deve de ser, a partir da segunda metade da segunda temporada, a sua história conquistou-me. Talvez porque tratava de casos científicos muito além da minha imaginação, talvez porque tem um elenco excelente, talvez porque a série tem uma identidade própria e, digamos, uma vida própria que, tal como a real, tem a capacidade de nos surpreender.

A terceira temporada teve um final agridoce. Por um lado, fechou mais um capítulo de forma excelente mas, por outro, deixou um cliffhanger que pôs em causa a credibilidade da sua história. Apesar de tudo, a quarta temporada conseguiu resolver esse problema dando, em “The End of All Things”, a explicação para o acontecimento que nos havia deixado em suspenso. E, depois de estar tudo no seu devido lugar, somos transportados até 2036, um ano identificativo do poder dos Observers e na sua capacidade em dominar o mundo com as suas habilidades fazendo dos  humanos escravos da sua malícia.

E é aqui que tem início a curta temporada final desta grande série. A acção desenrola-se depois da equipa Fringe ter sido libertada do âmbar e de Walter ter recuperado a sua sanidade mental só que faltava alguém, uma peça tão fundamental quanto o Sol: Olivia. Essa rapariga dos cabelos doirados que havia desaparecido após ter sido enviada numa missão, por Walter, para lhe encontrar um dispositivo que permitiria afastar os Observers deste mundo, de uma vez por todas. Afinal, colocou-se em âmbar para se proteger do mal que a procurava, da Morte que a queria levar deste mundo apesar de ter uma filha pequena a seu cuidado. Quem não teve outra opção foi Walter, Astrid, Peter e Bell, que, ainda hoje, não sabemos o porquê de ele se encontrar num ano tão tardio como 2036, que tiveram de recorrer ao âmbar para se proteger, igualmente, da Morte que os procurava. E 21 anos depois, a esperança parece ter renascido para os encontrar e os unir, outra vez, para do Mal livrarem esta Terra que já tanto sofreu.

Infelizmente, é na busca pela rapariga dos cabelos doirados que Walter é apanhado pelos Observados e questionado por Windmark que o obriga a revelar o plano deixado no seu cérebro por September, todo em partes para que o mais bisbilhoteiro não pudesse saber o que estava para vir.

Entretanto, apesar de todos os esforços estarem a ser feitos para encontrar o cientista, Olivia retorna ao sítio onde se  “perdeu” há 21 anos atrás para descobrir uma máquina capaz de unificar os pensamentos na cabeça de Walter e assim saber-se, de uma vez por todas, qual o plano para vencer esta avançada raça de humanos.

No entanto, e apesar da máquina responder biologicamente a Walter, não lhe são extraídos quaisquer pensamentos ou fragmentos do plano. Afinal, Windmark tinha sido mais perto… esforçou a mente de Walter até à exaustão que o fez perder a memória e, assim, acabar de vez com a esperança de um mundo livre.

Numa manhã solarenta, Walter acorda com o reflectir de alguma coisa na parede do seu quarto. As cores eram muitas, a curiosidade ainda mais. Sai de casa e anda até uma estátua cheia de CD’s… uns partidos, outros em bom estado. Pega num, avança até um carro abandonado que tinha rádio e leitor próprio e começa a ouvir, atentamente, o que o CD lhe tinha para dizer. A música, como ele disse, faz-nos olhar as coisas de uma perspectiva diferente… e de tal forma potente é esta frase quanto a imagem final de um dente-de-leão a nascer, saudavelmente, por entre as cinzas e o cimento de uma cidade destruída pela ambição, pelo poder, pela arrogância. E quando se pensava que a esperança tinha morrido, o dente-de-leão, flor que Etta tinha na sua mão quando, em 2015, os Observers chegaram, afasta todos estes maus pensamentos e dá-lhe a força que ele julgava perdida. E chora, chora de alegria, chora de alívio porque tudo vai ficar bem, tudo vai correr bem.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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