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Análise de Episódios, Warehouse 13

Sobre Warehouse 13 4×08 – Second Chance


A série já muitas vezes demonstrou que é capaz de grandes feitos e de contar grandes histórias. O problema é que, a dois episódios do final da primeira parte, o episódio não poderia ter sido mais desinteressante onde o caso da semana foi o grande destaque e nem o renascer de Jinks serviu para apagar esta mancha numa temporada, até agora, exímia.

Em relação ao caso da semana, pouco há a dizer: temos um conjunto de pessoas a morrer de ferrugem até que Pete e Myka aparecem e resolvem tudo, como sempre fazem, recorrendo aos seus métodos pouco convencionais. Claro que demorou um pouco até chegarem lá mas, com a resolução à la MacGyver, tudo acaba bem para o pessoal.

Pelo menos para o pessoal do caso, as coisas acabam bem porque, no outro lado da história, temos Artie a ser jogado contra a parede por HG Wells e Mrs. Frederic que se vêem obrigadas a tomar uma atitude: a de esconder, definitivamente, o Astrolábio de Magalhães. Afinal, a Irmandade ainda não parou de procurar este grande artefacto que fez Artie cair na desgraça da perseguição, do medo e da tensão.

E, sendo o acontecimento mais importante do episódio, temos Jinks a tentar, juntamente com Claudia, a ter, de novo, poder sobre o seu corpo e sobre o seu ritmo cardíaco. Através de um pequeno poema antigo, a dupla é levada a visitar a mãe de Jinks que os recebe de uma forma muito calorosa. No entanto, a morte da pequena da família faz com que haja um grande rancor encerrado no coração do rapaz. Rancor para com a sua mãe que, aquando do julgamento do assassino da sua filha, lutou pela sua vida porque, na sua consciência, achou que a morte era demasiado boa para ele. Rancor para com uma mãe que antes de o ser, é um ser humano com consciência e que luta, todos os dias, para pensar na sua querida filha e nas alegrias que lhe deu. Jinks, muito inocentemente, pede-lhe o seu amor, pede-lhe que o ensine a viver como ela vive, com a sua irmã na cabeça, a liderar o caminho. Num abraço tão caloroso quanto a recepção, a mãe de Jinks pega no metrónomo e quando Claudia o vai reaver, de súbito, a progenitora parece ficar sem ar, como se a sua vida lhe estivesse a sugar. E é nesse momento que Jinks decide destruir o metrónomo, nem sequer pensando que poderia morrer, mas colocando a sua mãe à frente da sua própria vida. E, com uma demonstração de amor tão puro, tão graciosa, o coração que um dia lhe foi tirado é, agora, lhe dado porque foi merecido. Ele tornou-se, de novo, num rapaz livre e sem rancor, como que se tivesse começado uma vida nova, como se tivesse acabado de nascer e caído nos braços da sua bela mãe.

Para o leitor que me vê teorizar sobre o amor de família, facilmente se pergunta o porquê de ter odiado a maior parte deste episódio. De facto, o renascer desta personagem demonstra que há algo reservado para si, mais tarde, na série e se assim estavam a pensar, deviam ter colocado um caso com um carácter mais forte, mais intenso e que puxasse para o sentimento tal como a situação de Jinks puxou. Não estive, de todo, interessado na ferrugem ou em quem morria mas sim como é que este livrar do metrónomo se iria desenrolar.

Fazendo referência ao título do episódio, Jinks recebeu uma segunda oportunidade na vida, nas pessoas… em tudo. E quanto a Artie? Terá ele direito a uma segunda oportunidade ou será que tudo aquilo pelo qual ele lutou se vai com o vento como um castelo de cartas?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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