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Análise de Episódios, Futurama

Sobre Futurama 7×06 – The Butterjunk Effect


Nem a propósito da época pela qual passamos, Futurama retrata, no episódio seis da corrente temporada, um assunto que (ainda) faz correr alguma tinta não só nas diversas Federações do desporto como no Comité Olímpico, aquando das qualificações e das respectivas entradas, nas modalidades a concurso.

As drogas que, de uma maneira ou de outra, aumentam a performance do atleta foram, são e sempre serão “o” assunto de qualquer noticiário seja qual for a competição. Por mais puros que possamos pensar que os diversos atletas são, há sempre um ou outro que desafia o poderio da detecção destas substâncias e, volta e meia, acabam por ser apanhados e afastados da alta competição. E porque fazem isso? Talvez por quererem provar alguma coisa. Talvez porque sabem que não são capazes de atingir certo limite e querem ser como os melhores.

Neste episódio, o foco muda-se para duas perosnagens que, raramente, vemos interagir: Leela e Amy. Ofensa para aqui, ofensa para acolá, as duas decidem unir-se e disputar um torneio (bastante esranho, por sinal) de nome, The Butterfly Derby. Em equipas duplas, as concorrentes vestem umas asas e combatem com uma outra dupla, até uma cair ao chão. A vencedora é, claramente, aquela que permanece no ar.

A jornada não começa muito bem para esta dupla de Leela e de Amy. As constantes perdas de combate levam-nas a experimentar um néctar que, digamos, as deixa bastante mais fortes e mais capazes de vencer as suas adversárias. Tal é o vício que, ao começarem a tomar aquilo, ficam altas machonas e ninguém ousa fazer frente a não ser para perder. E quando se vêem sem o seu stock pessoal desta substância são levadas à loucura e a uma procura incessante por este líquido dos Deuses que as faz vencer tudo e todos.

E quando a busca não poderia ficar mais estranha, Fry leva com uma mistela de feromonas de uma borboleta gigante macho e não escapa ao nariz tanto de Leela como de Amy que, ao terem bebido muito néctar, são como que borboletas fêmeas à procura de acasalamento. Não podendo isto ficar mais estranho, Fry entra numa jornada para ele próprio de tornar uma borboleta começando, a pouco e pouco, a desenvolver um casulo.

Sendo obrigadas, depois de tudo isto, a realizar uma desintoxicação, Leela e Amy ainda aparecerem para um combate final mas voltam a não ter sucesso e a quase caírem na lava senão fosse Fry a aparecer e a “distrair” as suas adversárias para uma estranha dança de acasalamento.

No fim, tudo volta ao normal (até mesmo Fry) mas não ficamos indiferentes à necessidade de honestidade e à necessidade de acreditarmos naquilo que somos capazes de fazer. Não somos (ainda) super-heróis e muito menos temos capacidades sobre-humanas… então, porquê desafiar o limite da desonestidade se temos muito mais a perder que a ganhar com essa acção?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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