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Especial, Grey's Anatomy

“Grey’s Anatomy” e o Segredo da Sua Longevidade


“Grey’s Anatomy” conta já com 8 temporadas produzidas e exibidas. Muitos actores e actrizes por lá passaram e são infindáveis os relacionamentos, as operações e as complicações que, ao longo destes 172 episódios, fizeram os fãs sorrir, sofrer e chorar até ao último minuto.

O meu primeiro contacto com a série foi na RTP1. Lembro.me de apanhar a série a dar à tarde, aos domingos (?) e recordo de pensar o quanto odiava aquilo. O mesmo se passou com “House” quando a ZON lançou os canais de teste e, por acaso, o primeiro canal a ser “testado” foi mesmo a FOX. Uns anos mais tarde, quando a maturidade assim o permitiu e o bichinho das séries começava a plantar a sua semente, dou por mim a ter a FOX Life no pacote clássico da ZON. Claro que, se naquela altura já tinha visto e revisto “Friends”, olhado a “Will & Grace” e “Dharma & Greg” e, ainda, a “Dexter (!), ter a FOX Life ali, à mão de semear, era o auge.

“Ugly Betty”, “Cashmere Mafia”, “Eli Stone”, “Ghost Whisperer”, entre muitas outras, foram as séries que deram início a esta carreira de vício. “Grey’s Anatomy” destaca-se deste grande grupo de séries porque, nos meus idos anos de secundário tive a sorte de ver a série desde o início e de ter visto a melhor temporada da série: a dois.

Ouso dizer que a série foi, nos primeiros episódios, algo forte nos casos médicos que tratava. Sendo um género ainda em ascensão, tudo valia para ganhar o carinho do espectador. E de tal forma forte foi o caso de Denny e da sua paixão por Izzie que me fez voltar, todas as quintas, quando a FOX Life mostrava um novo episódio da nova temporada, que naquela altura, era a loucura total.

Foram muitas as histórias que passaram por Seattle Grace e eu posso não me recordar de todas mas o que é certo é que a criadora só tem de ficar feliz pelo seu produto. Apesar de, actualmente, episódios de qualidade se contarem pelos dedos, admito quando tenho algo poderoso à minha frente e, de facto, há dois dias atrás a namorada sugeriu que visse, com ela, o episódio dois da nona temporada.

Não vi a temporada oito (e parece-me que nada perdi) mas lembro-me de ter espreitado aquele final “horroroso”. É certo que desde o final da sexta temporada, nada tão mais dramático se conseguiu fazer mas tanto o final como “Rememer That Time” aproximaram-se (e muito) da perfeição, dos episódios da longíqua segunda temporada da série. A forma como a história foi contada, a produção, as representações dos actores, a banda sonora… esteve tudo em sintonia, esteve tudo interligado de tal forma que eu não consegui parar de olhar. E, ainda hoje, nem sei que dizer sobre o dito. Ainda hoje procuro as palavras certas para transmitir o que senti a ver o episódio.

Em tempos, “Grey’s Anatomy” não deixava tempo para o espectador recuperar das emoções. E, apesar de até à sétima temporada a série parecer ter-se congelado naquilo que é mais fácil falar – os relacionamentos como se fosse uma novela mexicana – ainda consegue haver um ou outro episódio, perdido no meio dos 24, que consegue surpreender e manter agarrado o espectador até ao fim da temporada. São aqueles episódios importantes, que mudam a história, que deixam o coração esmigalhado, os melhores da série. Os melhores vão compensando os razoáveis mas não é por isso que a série deixa de ter vida, de ter uma nova história para contar e, sobretudo, reavaliar tudo aquilo que nós sabemos das personagens que nos acompanham há 8 anos. “Grey’s Anatomy”, apesar de estar mais fraca em termos de audiências, ainda rende, ainda nos deixa curiosos e sedentos por mais e é por isso que vive e que continua a aquecer o coração dos fãs espalhados por esse mundo fora.

E apesar de o episódio me ter convencido a 100%, tenho pena que a temporada não mantenha a qualidade. É sempre preciso pensar em algum grande evento para chamar o drama, o choro, o aperto. Espero que a série consiga, algum dia, recuperar o fôlego dos seus anos de ouro. É difícil mas não impossível. E só aí pensarei em pegar na série outra vez porque, por agora, estou bem servido com um episódio pontual com a namorada porque, sem ela, não teria a mesma piada.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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One thought on ““Grey’s Anatomy” e o Segredo da Sua Longevidade

  1. Vida longa a Grey’s Anatomy.

    Posted by Diego Mercado | October 10, 2012, 6:37 AM

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