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Análise de Episódios, Warehouse 13

Sobre Warehouse 13 4×05 – No Pain, No Gain


Porventura o caro leitor já ouviu dizer que para se ter algo nesta vida é necessário muito suor, muita dedicação e força para que se ultrapassem muitas das barreiras que teimam em impedir que cumpramos o nosso objectivo. Os caminhos para atingir esses objectivos são bastante sinuosos e cheios de armadilhas que funcionam como testes à nossa inteligência e preserverança.

A quarta temporada de “Warehouse 13”, a melhor até à data, não é mais do que uma série de testes à sanidade física e mental de Artie porque ele, um dia, resolveu usar um artefacto bastante poderoso que reverteu o tempo em 24 horas impedindo, por consequência, a destruição do armazém 13 e a perda de esperança de toda a população. O seu objectivo foi, claramente, cumprido com sucesso.

No entanto, tal vontade de querer colocar as coisas como estavam e não querer revelar nada a ninguém mostrou o quão poderosa é a Irmandade e a vontade que têm em destruir tudo aquilo que Artie construiu ao longo da sua vida. Permanecendo um mistério a forma como Adrian e os seus irmãos entram no armazém, o roubo de alguns artefactos e a sua substituição por uma pedra (preciosa?) rôxa leva Artie e Steve numa busca para encontrar a maior parte dos artefactos roubados usando, para isso, uma caçadeira que detecta a sua irmã a milhares de quilómetros. Perdida num armazém, juntamente com muitos outros artefactos que nunca ouvimos falar, tanto Artie como Steve apercebem-se que muitos outros não estão ali tendo sido enviados para um sítio qualquer para alguém desconhecido. Ora, quem estará com a Irmandade a lutar para que Artie restore a harmonia? Será que essa pessoa pressentiu este voltar atrás no tempo? Será que essa pessoa se lembra da outra linha temporal?

Enquanto que Artie luta para manter o armazém de pé, Mrs. Frederic e Claudia testemunham a criação de um artefacto por uma mulher se ter colocado à frente de um bebé para o proteger de um tiro de pistola. Ora, o caro leitor, porventura, não achará este assunto importante porque saber como se cria um artefacto, neste ponto da história, não seria relevante. No entanto, estamo-nos a esquecer que Mrs. Frederic fez, em tempos, um convite a Claudia para esta ser a nova caretaker do armazém. Pressentindo que o dia em que Claudia a substituirá está mais perto daquilo que imagina, Mrs. Frederic não está com meias medidas e começa a ensinar à pequena as maravilhas e os segredos mais bem guardados do armazém 13.

Em terceiro e último lugar, fica o menos bom deste episódio: o caso. A possibilidade de haver um artefacto metido ao barulho surge quando um reconhecido atleta de hóquei se vê miraculosamente curado das suas maleitas. Após um beijo apaixonante entre o atleta e Myka, um sentimento de ódio invade uma das fãs, a portadora do artefacto, que a faz raptar o seu ídolo e chantageá-lo com a dor se não seguisse o seu plano. Claro que tudo isto dá para o torto até porque Myka aparece, do nada, grávida! O que é certo é que Pete teve o artefacto, duas chapas metálicas que tinham como objectivo o cumprimento de um desejo por parte de quem o usa, na suas mãos ao ponto de desejar querer um bebé com a mulher dos seus sonhos: Myka. Apesar do caso não ter deslumbrado e ser fraco em relação às restantes duas histórias, não posso negar a evolução da relação entre o casal principal e acima de tudo, a densidade dada à personagem de Pete quando avistou um bebé nos braços do seu pai.

Num episódio que pecou, unicamente, pelo caso, “Warehouse 13” volta, mais uma vez, a surpreender pela inocência das suas histórias e pela facilidade com que nos transporta para o seu mundo. Revelando, a pouco e pouco, os segredos mais bem guardados do armazém, a série tem vindo a construir um arco que tem tudo para tornar esta quarta temporada na melhor já alguma vez feita desta série. Que nos reservam os restantes 5 episódios? Teremos alguma resolução para o “problema” de Artie? Terá o armazém de ser destruído em prol de um bem maior, como nos faz crer, a Irmandade?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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