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Análise de Episódios, Warehouse 13

Sobre Warehouse 13 4×02 – An Evil Within


Os monstros são, para nós seres humanos, a personificação do Mal, daquilo que mais nos assusta e aterroriza e, mais importante ainda, daquilo que não conhecemos. Seja por meio da religião ou por meio de uma ceita ou mesmo porque não conseguimos separar a realidade da imaginação, desde pequeneos, damos nomes e corpos àquilo que nos é desconhecido e juramos encontrar a resposta para uma pergunta que teima em não tê-la para, aparentemente, estarmos mais descansados.

Apesar deste episódio ter estado bastante abaixo do anterior, não lhe posso tirar crédito por me mostrar que, além do Mal que persegue (ou quer perseguir) Artie, há muitos outros males que nós teimamos em não reconhecer ou mesmo até a passar por eles e não lhes dar cavaco. Foi com este “princípio” que Ron Hadsell prometeu perseguir todos aqueles que tinham negado à sua mulher, Theresa Hicks, o direto de viver mais um dia. Prometeu, não só a ela mas a si mesmo, encontrar a melh0r forma de os punir.

E é através de uma chave, que havia pertencido a um escritor/desenhador de criaturas com tentáculos, que a encontra. É através deste pequeno utensílio que, um por um, vai fazendo com que as pessoas envolvidas na morte da sua mulher toquem nela e sejam vistos, pelos outros, como monstros hediondos, sem coração e sem alma.

Monstros codifica, realmente, um ser que, por norma, detestamos. São eles que, por força de alguma coisa, se tornaram negros como a noite, cheios de maldade, cheios de vontade a libertar seja em quem for. E monstro não será, porventura, aquilo que quer perseguir Artie? Não será, porventura, este o Mal que o irmão Adrian teima em não querer revelar o que é?

À parte de todas as cenas que envolvem o caso, sente-se o medo e a tensão de Artie no ar. Sente-se a incerteza, o querer saber e a impotência deste para com aquilo que ele fez. Sente-se que o que fez foi certo e errado ao mesmo tempo e que quer corrigir tudo sem ter de destruir, de novo, o armazém. O uso do Astrolábio de Magalhães foi, talvez, um erro. Será o punhal o monstro que perseguirá Artie daqui para a frente? Ficará ele dominado pelo medo ao ponto de regressar com a sua decisão atrás?

E Claudia? Ela que, desde a temporada anterior, se viu presa ao monstro da solidão e da tristeza quando Jinks morreu nas mãos de Marcus e de Sykes. E, claro, está disposta a trazê-lo de volta seja qual for a consequência disso. E é Jane, a mãe de Pete, que lhe apoia ao ponto de a autorizar a utilizar o metrónomo (que antes mantinha Marcus vivo e ligado a Sykes) para trazer o salvador do armazém de volta. É ela que, colocando a sua mão no peito do seu mais querido e outra no artefacto, precisa de o fazer caminhar até ela para o trazer de volta. É ela que, com todo o seu amor, o quer bem agarrado ao seu corpo. E que mosntro restou daqui? O medo e a incerteza do efeito negativo deste artefacto.

Monstros.

Todos temos os nossos. Seja a solidão ou a eterna felicidade, nada nos garante que do bom não saia algo mau. Há sempre um downside para tudo aquilo que vivemos e fazemos. E, a cada dia que passa, temos de aprender a viver com estes pequenos monstros e saber dominá-los para que eles não tomem, de assalto, a nossa personalidade e a nossa sanidade mental. Será que Artie se manterá são ou continuará a dominar-se pelo medo e pela incerteza? Será que contará a Mrs. Frederic aquilo que fez? E este regresso de Jinks… que trará de bom?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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