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Jogos Olímpicos

Jogos Paralímpicos, Onde a Vontade de Vencer é Maior que a Vida


A meio de Agosto, o Laboratório fez um pequeno especial de três dias onde foram publicados diversos artigos cujo tema principal eram os Jogos Olímpicos. Como que para os celebrar da melhor maneira, discutimos sobre as audiências em Portugal e nos Estados Unidos das diversas emissões que os canais faziam bem como uma pequena reflexão sobre o serviço prestado pelo canal estatal de Portugal com umas pequenas imagens dos melhores momentos e uma breve explicação de toda a mística em redor deste grande evento.

Apesar de não ter tanta visibilidade quanto os Jogos Olímpicos, os Paralímpicos são como que um reconhecer de todo o trabalho de uma vida de uma pessoa que, por força do destino, se viu incapacitada. A vida não é, nem nunca vai ser daí para a frente, a mesma porque está-se à partida limitado(a).

“Que fazer, então? Desistir? Viver como se nada me tivesse acontecido?”, são questões que nos podem assombrar uma ou outra vez na nossa vida mas que estão, normalmente, presentes na vida daqueles cuja “vida normal” lhes foi arrancada sem dó nem piedade. Parece tudo utópico ou até impossível de atingir. Parece que nada está a nosso favor. E, de súbito, uma força, não sei vinda de onde, invade o corpo e parece que o enche de energia, enche-o de tanta luz quanto possível para o tornar numa das melhores armas para vencer na vida.

Todos aqueles atletas que marcaram presença nos Jogos Paralímpicos merecem uma grande ovação. Afinal, foram eles que desafiaram tudo e todos e souberam estar ali, naquelas duas semanas, a lutar por um título que, há alguns atrás, lhes parecia impossível. Afinal, a sua força de vontade é maior que a sua própria vida e usam isso como uma força, como um potenciador para mais tarde sorrirem e alegrarem-se por um ou vários objectivos concluídos com sucesso.

A vida é, claramente, injusta e capaz de nos pregar as maiores partidas que alguma vez vimos ou experienciámos. Desafia-nos, coloca-nos obstáculos, chateia-nos, aborrece-nos, faz-nos chorar e sorrir, faz-nos sofrer para, no fim de tudo, nos abraçar com a felicidade e com a calma e a paz de algo bem vivido, de lutas bem lutadas e de objectivos conseguidos com sucesso.

E é nisto que os Jogos Paralímpicos são excelentes: o entender que além de todas as adversidades há uma luz ao fundo do túnel e, sobretudo, há uma saída para todos os males que o Destino nos coloca à frente. Nada é impossível e tudo requer, obviamente, muito trabalho. Mas chegar ao fim e saber que brilhámos e ver aquele sorriso de satisfação e ao mesmo tempo de vitória, aquece o nosso coração e o deles e continua, claro, a ser o combustível para uma vida que, de um momento para o outro, mudou em 180º. Aprendamos com eles, tiremos várias lições de vida deles. Quem sabe não mudemos e não sejamos melhores pessoas. Quem sabe se este mundo não tivesse um pouco mais de cor… Quem sabe.

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About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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