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Análise de Episódios, Warehouse 13

Sobre Warehouse 13 4×01 – A New Hope


Esperança é uma palavra armadilhada. Por um lado, se a temos, temos a força suficiente para atraversarmos qualquer que seja o obstáculo que se coloque na nossa frente. Mas por outro, é um “sentimento” que dura e dura e que nos leva à loucura se não o soubermos controlar e, muito menos, se não o soubermos distinguir da realidade.

“Warehouse 13″ teve, com os episódios 11 (“Emily Lake”) e 12 (“Stand”) da temporada passada, o melhor conjunto de histórias que já nos foi oferecido desde a sua estreia em 2009. Foi o pegar na mitologia, foi o pegar nas personagens e deixá-las sem esperança, sem rumo, sem qualquer vontade de continuar a lutar por algo que já lá não está. Por vezes, nem os artefactos podem evitar o destino da destruição. E muito menos o nosso querer salvar aquilo que nos é mais querido.

Começamos o episódio no ponto exacto onde a terceira temporada terminou: 0 armazém destruído. “Not yet”, dizia Artie nos segundos finais do episódio. Mas porquê? Há solução para o mal que Sykes espalhou pelo armazém?

Em 23 horas, toda a equipa luta para encontrar o Astrolábio de Magalhães, um potente artefacto que, se usado no tempo certo, permite que se apague 1 dia da vida de todos nós e evitar um mal maior. A busca começa e não há espaço para o telespectador respirar… Tudo sucede com imensa rapidez.

  • A Claudia é a primeira a ficar para trás, presa numa câmara de pedra.
  • Myka é presa em Itália por distúrbios.
  • Pete, pelo menos nesta realidade, morre com uma facada por um da Irmandade que jurou proteger, com a vida, o Astrolábio e a sua posterior utilização.

Apesar da dor apertar o coração de Artie e as lágrimas quase escorrerem pela sua cara, ainda há tempo para o irmão Adrian lhe dar uma aviso. Um Mal que excede tudo aquilo que este Mundo já viu. Um Mal que acompanhará o utilizador do Astrolábio em todos os dias da sua vida e a todos aqueles que ele decidir contar aquilo que ele fez.

Tendo em conta tudo isto, Artie decide ir contra aquilo que sempre lutou: nunca usar um artefacto para satisfazer as suas necessidades, os seus caprichos. Mas desta vez, era necessário. Ele tinha de o fazer. Quem não o faria?

Voltámos 1 dia atrás no tempo e voltamos ao momento onde a esperança começava a escassear. Sykes estava a lutar com Pete e era HG Wells que tinha a bomba nas mãos. Uma bomba alimentada pelo ódio dos nazis da Segunda Guerra Mundial. Um ódio partilhado por Sykes desde a sua infância. E como impediriam a bomba de explodir? Neutralizar todo o ódio de Sykes com um sudário que emanasse paz. Excusado será dizer que toda a equipa consegue salvar o armazém e até Artie faz com que HG Wells volte a ser uma agente. Mas a que custo? A libertação de um grande Mal?

E se poderíamos ir contentes porque a história voltou àquilo que era (aparentemente), Mrs. Frederic, sendo ela quem é, não consegue perceber o que se passou. E Artie não lhe diz. Mas aquela trança cinzenta não deixa dúvidas de nada. E como se não bastasse, Artie ainda sonha que Claudia, que parecia dominada por algo, o mata com um punhal. Que significa isto? Que se passará com Claudia para ela ter fugido a meio da noite? Como descobrirá Mrs. Frederic aquilo que Artie fez para salvar tudo e todos? Regressaremos, no fim disto tudo, ao ponto onde o armazém estava destruído?

Esperámos quase 1 ano para saber qual o desfecho deste grande twist… E não posso dizer que não estou surpreendido com a reviravolta. “Warehouse 13″ mostrou, mais uma vez, que quando se alia à sua mitologia consegue dar-nos episódios além do excepcional, além daquilo que nós esperaríamos para uma história que parece não ter nada de especial e que teima em não sair dos casos da semana. Que nos espera esta temporada de 20 episódios? Que conclusão teremos deste primeiro arco? São 10 episódios até dizermos adeus a “Warehouse 13″ para depois regressar na primavera com mais 10. Não há tempo para fillers, para histórias paralelas sem jeito nenhum. Vou com as expectativas em alta e espero não me desiludir.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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