//
you're reading...
Análise de Temporadas

How I Met Your Mother S07


As comédias são, muitas vezes, o culminar de situações engraçadas (por vezes, rídiculas) de algo a que somos completamente alheios: a estupidez humana. Somos seres carnais, temos sentimentos, realizamos acções, experimentamos coisas mas nem sempre tudo isto está controlado. Há coisas que já se passaram (ou estão para acontecer) cujo controlo foge das nossas mãos e somos levados a fazer algo sem nexo que ou faça rir aqules que estão connosco ou faça chorar a pessoa que mais nos é especial.

“How I Met Your Mother” começou há sete anos com o intuito de nos mostrar uma história de amor totalmente diferente. Com histórias que giraram em volta de Ted, as primeiras temporadas conseguiram, com sucesso, manter o mistério e ainda darem episódios que não nos deixavam respirar de tanto rir e que, a certa altura, nos inspiravam.

Com o começo da quinta e da sexta temporada, a série começou, lentamente, a cair e, com ela, o interesse na história começou a desavenecer porque, de facto, já eram vários os anos que tinham passado e tudo aquilo que sabíamos era quase nada que valesse continuar a ver. Eu continuei até muito recentemente findar a temporada mais actual, a sétima e continuar com o mesmo dilema e com um interesse tão baixo e já tão gasto.

HIMYM prometia mas a pouco e pouco arranja maneira de não cumprir ou de ir cumprindo aos poucos. Esta foi mais uma temporada que me desiludiu, em termos gerais, não só porque passámos de Ted para um estilo “Friends” e continuamos sempre no mesmo labirinto sem nunca vermos o que está no horizonte.

Mystery vs. History foi, dos 24 episódios que compõem a temporada mais actual, o melhor episódio. Desde que o vi (e via-o outra vez), o episódio fez-me lembrar os tempos áureos das primeiras temporadas e fez menção ao assunto das redes sociais e na forma como a nossa vida se encontra de tal maneira exposta. Foi um episódio fresco, interessante e que me manteve curioso durante toda a sua exibição. Já os minutos finais de The Magician’s Code, que marcam o final da presente temporada, foram interessantes na medida em que, finalmente, sabemos o final do segundo casalinho da série. Quem falta mesmo é Ted.

De resto, a temporada foi bastante razoável e nada mais se destacou pela positiva porque, apesar de os episódios ainda nos proporcionarem aquela comédia irreverente e cujas personagens se mantêem (quase) iguais a si mesmas, não passa daí. Precisa de haver uma reciclagem das histórias, precisa de algo comum que as mova, da mesma forma que precisamos de saber quem é a Mãe. Entristece-me saber que não será para já. Deixa-me chateado que vão alongar (ainda mais) uma série já bastante esticada. E, apesar de perceber o que o leitor quer dizer com o objectivo da série, acho que não é só dizer “esta é a Mãe” que o espectador fica satisfeito. Ali no meio fica a faltar mais qualquer coisa, algo que deixou de ser contado, algo que precisa de fazer uma ligação com o Futuro. E é nisso que a série vai pecar quando chegar ao fim da próxima temporada (que presumo que seja a última?).

A sétima temporada, infelizmente, não me deixou marcado nem me deixa com vontade de ver a próxima. Mas verei. Com as expectativas muito em baixo. Porque, mais desiludido que isto é impossível.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

Discussion

No comments yet.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Biblioteca

Calendário

September 2012
S M T W T F S
« Aug   Oct »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  
%d bloggers like this: