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Azimute

Arquitectura do Mundo #1 – London’s Olympic Stadium


Excepcionalmente ao Sábado, o Azimute de hoje leva-o a conhecer a construção mais exótica e mais interessante dos últimos tempos, o Estádio Olímpico em Londres, através da análise de um documentário do National Geographic Channel.

Os Jogos Olímpicos foram, desde o início dos tempos, um dos pontos altos do Desporto de todo o Mundo. Durante todo o evento, os mais qualificados e os que mais lutaram para vencer estão ali com dois grandes objectivos: proporcionar à audiência um dos mais bonitos espectáculos que alguma vez existiu e arrecadar o maior número de medalhas, na sua categoria, e ficar, para sempre, na História da sua modalidade.

Mas, para que tudo isto possa acontecer, a cidade que vai abrir as suas portas a este grande evento precisa de se preparar e precisa de construir uma estrutura capaz de se destacar de tantas outras e que prima pela inovação e pela originalidade.

Ora, em 2008, quando foi anunciado que Londres iria ser a cidade escolhida para os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, os arquitectos escolhidos para desenhar e elevar uma estrutura imponente e majestosa começaram, desde logo, a trabalhar e a criar um Estádio que fosse inovador, que fosse amigo do ambiente e que, acima de tudo, não gastasse tanto dinheiro em custos de manutenção após os Jogos.

As primeiras ideias de desenhos foram, rapidamente, descartadas dado que o espaço onde iria ser construído o Estádio era demasiado pequeno. A solução passou por transferir tudo aquilo que está relacionado com o espectador para as imediações do Estádio: casas de banho, corners de comida, entre outros.

No entanto, e apesar desta solução ser algo diferente face aos outros estádios, um novo problema surge quando o desenho final tem de sair cá para fora para lhe dar vida: a terra onde seria construído tinha sido, previamente, usada para albergar fábricas de lixo tóxico, que ainda estavam de pé, não esquecendo a possibilidade de, debaixo de terra, ainda existirem bombas que não explodiram da Segunda Guerra Mundial. E aqui o caro leitor poderia pensar que todo este projecto pararia… No entanto, toda a área foi vista e revista e toda a terra revirada e purificada para que nenhum destes problemas causasse qualquer dano que fosse nos atletas e na audiência.

Estando o terreno orientado, começou-se a construção do estádio. E quando pensávamos que esta teria os moldes normais de uma construção, vemos que não será bem assim. O Estádio será construído em partes cuja zona comum e aquela em que não se poderá mexer será a pista e o relvado centrais para que, após os Jogos, o mesmo se possa desmontar e reduzir os custos de manutenção.

Os restantes minutos do documentário levam-nos a conhecer aquela que foi a jornada mais alucinante da arquitectura mundial. Por entre vigas que tiveram de ser reforçadas por causa da possível tendência a abanar e a dobrar com a loucura da audiência, por entre lonas que tiveram de ser bem presas para evitar as correntes de ar que poderiam afectar os resultados dos atletas e, finalmente, as lutas incessantes contra as condições atmosféricas peculiares da cidade Londres, até à data de produção do documentário, o estádio estava, praticamente, construído. Apesar de faltarem algumas coisas que darão cor à construção, a estrutura-mãe está ali. A ideia conseguiu tornar-se real.

Os Jogos Olímpicos estão quase aí e eu mal posso esperar por os ver na televisão e os viver tão intensamente como vivi os de Inverno em 2010 e os de Beijing em 2008. E apesar de não ser feito para fazer desporto, este evento último é um excelente espectáculo para quem se quer sentir ligado à sua Nação, àquilo que fazemos de melhor e, ainda, a este tema do Desporto com o qual, todos os dias, contactamos. Parabéns Londres, por mais uma contribuição para a arquitectura mundial. Parabéns Londres, por nos vires a proporcionar algo tão bonito e majestoso. Parabéns Londres, por mais um objectivo cumprido.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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One thought on “Arquitectura do Mundo #1 – London’s Olympic Stadium

  1. Apesar de pouco prestigiados no mundo do futebol, os americanos também têm seus estádios para a prática do esporte bretão e volta e meia inauguram um, seguindo o alto padrão dos seus equipamentos esportivos espalhados pelo País afora. Neste mês de maio, foi a vez de ser aberto ao público o BBVA Compass Stadium, no centro de Houston, no estado do Texas – depois de 16 meses de obras. Com capacidade para 22 mil pessoas, ele será palco dos jogos do Houston Dynamo, equipe que atua na Major League Soccer, a principal divisão do futebol nos Estados Unidos e Canadá. O clube já foi campeão da liga duas vezes: 2006 e 2007.

    Posted by mercadeo en linea | May 29, 2012, 9:39 AM

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