//
you're reading...
Especial, Once Upon a Time

“Once Upon a Time”, uma Série Mágica


Mr.Gold/Rumpelstiltskin: Magic is power.

Em crianças, os nossos pais ou mesmo até os desenhos animados que são exibidos na televisão, contam pequenas histórias de pequenos mundos, cuja moral está sempre presente e onde o Bem vence sempre o Mal qualquer que seja a situação. Enquanto crianças, é-nos mostrado um mundo de contos que, de uma maneira ou de outra, estimulam a nossa imaginação e o nosso espírito criativo de uma maneira que nos permite sonhar com algo que muito raramente existe na realidade: magia.

É neste campo que entra uma das séries mais interessantes e inovadoras que primou pela qualidade à medida que a primeira temporada avançava e a história revelava mais um ou dois segredos relacionados com a sua mitologia. Once Upon a Time chegou, encantou e estará de volta, no próximo Outono, para uma nova temporada. E pergunto-me: depois de 22 episódios, que deixou a primeira temporada de tão importante?

Quando vi o piloto, estava receoso do que poderia surgir e ser contado nos restantes episódios. Talvez porque, à primeira vista, a série não tem uma história tão aberta assim que dê para uma mão cheia de temporadas. No entanto, muitas destas dúvidas assentaram com o passar das semanas enquanto íamos conhecendo, mais a fundo, as personagens: do que elas são feitas, para onde vão e de onde vieram. Nós sabíamos, exactamente, que todas as peças deste xadrez se estavam a alinhar para um final que, a meu ver, seria épico. E foi. Aquela imagem, na abertura desta pequena reflexão, abre as portas para aquilo que penso que será mais uma temporada cheia de qualidade agora que uma nova porta se abriu e novas possibilidades vieram à superfície.

E se há coisa que “Once Upon a Time” faz muito bem, além de surpreender com as novas perspectivas sobre os contos que sempre conhecemos, é a simplicidade das personagens e a ausência constrante de magia que provoca, nas personagens, uma dualidade entre o Bem e o Mal capaz de tornar as suas acções imprevisíveis.

“Once Upon a Time” consegue, igualmente, jogar com a sua maturidade. Apesar de alguns efeitos especiais poderem, estar melhores, a série tem episódios que usam e abusam do nosso lado mais infantil, “Hat Trick”, e outros cuja maturidade é bastante elevada, “Red-Handed”. E isto faz dela uma série para toda a família, um programa que todos podem ver e descobrir, novamente, o que os sonhos são e aquilo que eles possibilitam.

Sendo uma das melhores estreias da temporada que agora termina, “Once Upon a Time” fecha este primeiro capítulo com chave de ouro e com a promessa de que os novos episódios trarão, de volta, aquilo que faz parte de nós: os sonhos e a magia.

E o caro leitor concordará comigo quando digo que, em certa altura da nossa vida, nós perdemos a esperança, por mais pequena que ela seja, e aquele sonho, que um dia idealizámos, se perde entre as várias impossibilidades da vida. O nosso primeiro instinto será desistir, não ter trabalho nem procurar alternativas. Até que surge alguém que nos mostra uma outra perspectiva e, apesar de durar imenso tempo ou exigir muito de nós, essa é a magia que nos faz continuar e que nos permitirá brilhar, no Futuro, quando chegarmos à meta e o nosso sonho ou ideia se vê concretizada. E apesar de vivermos numa terra, aparentemente, sem magia, ela está lá fora, ansiosa que a alguém a descubra, que alguém a use da forma mais correcta, à espera de fazer feliz alguém infeliz e que já se perdeu. Todos os dias, alguém a descobre e a direcciona no caminho certo. E por mais parvos que muitas vezes possamos ser, por mais tapados e por cépticos que um dia jurámos ser, todos nós já sentimos a magia e o poder que ela nos dá, um poder único, um poder refrescante, algo que nos faz avançar.

Qualquer que seja a idade do leitor, de certeza, que a magia já o encontrou e o vai encontrar outra vez. Como disse Mr.Gold em A Land Without Magic, a magia é poder e por mais alto que seja o preço a pagar depois de a usar, é um poder bom, um poder que não corrompe e que nos enche o espírito e nos dá força para enfrentar a maior parte dos problemas que nos surge.

Só precisamos que ela nos encontre. E quando ela o faz, somos felizes.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

Discussion

No comments yet.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Biblioteca

Calendário

May 2012
S M T W T F S
« Apr   Jun »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  
%d bloggers like this: