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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 4×19 – Letters of Transit


They came from the Future. At first, they only watched. Arriving at key moments in human history. We called them Observers. But, in 2015, they stopped watching… and seized control.

Citizen uprisings proved bloody and futile. Those who survived became known as “Natives”. In an attempt to show their allegiance, some Native factions became “Loyalists” and were marked by the Observers.

The original Fringe Team fought the invasion, but was quickly defeated. Fringe Division was allowed to continue at a reduced capacity, but only to police the Natives. The resistance was quickly overcome…

… or so they thought.

E é com estas palavras que começa mais um grande episódio de “Fringe”, o 19 da corrente temporada. Aterramos, nem sabemos bem como, em 2036 onde o mundo tal como nós o conhecemos está cinzento, com pouca vida, mas muita tecnologia e muita opressão. Como que a fazer referência aos regimes fascista que reinaram na Europa no século XX e a fazer uma previsão de como agirá a raça humana daqui a algum tempo no que toca à sua organização social, “Fringe” mostra-nos um mundo oprimido por aqueles que só diziam observar as raízes da sua existência. Eles que, actualmente, limpam a mente daqueles que são impuros, que governam sem qualquer precedente, dó nem piedade e, sobretudo, fazem de escravos todos aqueles que não obedecem às suas ordens, tomaram conta do planeta Terra que, em 2609, assiste à sua destruição enquanto planeta capaz de dar vida, de abraçar as melhores condições e recursos para fazer nascer vida.

No entanto, eis que surge, na calada da noite, uma agente do FBI de alcunha Etta, que nunca desistiu de procurar a equipa “Fringe” que lutou acerrimamente contra esta espécie de homens capazes de andar pelo espaço-tempo. Ela, que consegue permanecer pura aos olhos dos Observers, protege de forma exímia esta sua especialidade e faz uso dela quando quer escapar de algum problema e de uma possível leitura de mente inesperada.

Captain Windmark: I must say, agent… You are always exactly what you seem.

E é neste ponto que “Fringe ganha em valor porque, de facto, temos presente uma crítica à sociedade que, acabando por desconfiar daqueles que a governam e, ao mesmo tempo, da própria sociedade em si, leva a que haja uma leitura de mentes e saber, realmente, os pensamentos puros ou impuros de toda a população. Uma vida sem escolhas, sem privacidade, sem qualquer amor por viver que se vê, claramente, nas caras de Simon e de Etta quando partilham as suas histórias de como chegaram até ali vivos, sãos e com um objectivo em mente.

Como que recuperar uma equipa perdida, Etta e Simon, juntamente com Walter, são levados até à Massive Dynamic por Nina Sharp, para recuperar os três bocados de cérebro que Bell, uma vez, tirou a Walter por este não gostar de quem se estava a tornar. Após ganhar a sua consciência normal e se tornar num real badass, Walter, para conseguir fugir e poder enfrentar o que há 20 anos não conseguiu, cria um bloco de anti-matéria que dizimou o edifício e a polícia que os buscava.

Conseguindo reaver Astrid, Peter e a mão de William Bell, o episódio termina com aquele pequeno suminho que já suspeitávamos desde o início: Etta é, na realidade, filha de Peter e Olivia.

“Letters of Transit” mostra-nos a possível linha narrativa que será abordada na quinta temporada mas, ainda assim, não deixamos de pensar: Como é que Olivia morreu? Como chegou o mundo a este ponto? Como ocorreu a invasão? Porque é que os Observers decidiram tomar conta do mundo? E September, que é feito dele? E o outro mundo? Será que, agora, toda a gente se lembra de Peter?

Perguntas que agora me surgem mas sem qualquer resposta para lhe dar, caro leitor. Ao 19º episódio, Fringe prepara mais um capítulo, o último de uma saga que já tem final anunciado. Este é o Futuro, com a história e o mundo como estão agora. Mudá-lo-emos? Será acertado mostrarem este episódio sabendo que é um Futuro que não se realizará? Tudo, na quinta temporada.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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