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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 4×15 – A Short Story About Love


O nome do episódio 15 de “Fringe”, A Short Story About Love é deveras curioso. Dos meus tempos do secundário, acompanhado com o manual de Inglês, vinha um pequeno livrinho cuja história se tinha de ler fazendo ou não parte do programa da disciplina. Sendo um pequeno livro, a história lá contida não seria tão grande assim mas o que realmente importava era todos os conceitos, todas as histórias paralelas e todas as personagens que nos abraçavam assim que se iniciava a leitura.

A história que mais me marcou, nesses idos tempos, chamava-se “Mrs. Bixby and the Colonel’s Coat” e levava o leitor a reflectir sobre a traição, sobre o acto de mentir e sobre a inexistência de um amor verdadeiro que ligasse, em todos os sentidos da palavra, o casal Bixby.

Bem, este episódio de “Fringe” é, também ele, uma pequena história de um livrinho cujas páginas ainda não amarelaram com o tempo. Não que o livro já não esteja um pouco velhote porque, a cada semana que passa, o peso que a série carrega nas suas costas é cada vez maior, mas porque é uma história de um amor (quase) impossível que no meio de tanta impossibilidade acaba por dar certo apesar de tanta troca de timelines, de mundos, de personalidades.

Numa linha paralela, temos o caso da semana que nos faz pensar se alguma vez a máquina que move o Mundo, o Amor, será controlada. De facto, aquele homem desfigurado (e volto a frisar, que poderia ser eu ou o leitor ou mesmo aquele senhor que passa por nós, todos os dias, no café) procurava uma fórmula mágica para regressar um dia à sua amada e ela não olhar para a sua cara mas para o seu coração, que bate forte por um sentimento que não pode nunca ser mensurável. E por mais que ele tentasse cativar as mulheres dos homens que matava, elas acabavam sempre por o rejeitar. Não porque ele não emanava as feromonas do seu marido mas porque ele não era aquele por quem se tinham apaixonado.

Com todas as suas experiências a decorrer, seria de esperar que o seu olfacto estivesse muito apurado tanto que, ao passar perto de Olivia, sentiu aquele odor tão característico do amor, um sentimento que ele procurava desde o incidente que o colocou assim, algo que ele, provavelmente, nunca mais chegaria a encontrar.

E o resultado de tudo isto: Peter e Olivia abraçam-se e a nossa protagonista decide igualmente abraçar a sua “nova” personalidade, as suas “novas” memórias, uma “nova” vida.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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