//
you're reading...
Fringe, Series-Gazing, The Chicago Code

Series-Gazing X


Mais que um vício, ver séries tornou-se numa das melhores coisas que faço no meu dia-a-dia, não deixando de parte, claramente, todo aquele mundo maravilhoso que se esconde lá fora no meio da multidão corrupta e na rotina dos afazeres que (quase) nada contribuem para a felicidade última que ousamos atingir.

Se há citação que não consigo parar de pensar, dita por uma amiga minha há tempo atrás, ver séries é viver a vida de alguém. Viver uma vida que, em qualquer parte da nossa existência, sonhámos atingir. Viver uma vida que é, claramente, melhor que a nossa. E, de facto, várias outras citações têm surgido na minha vida sobre este incontornável (e, por vezes, incontrolável) vício de ver qualquer coisa para me abstrair da sociedade.

O leitor, certamente, não negará que ver uma série, seja ela qual for, alivia a mente. Esvazia-a. Parece que aqueles 20 ou 40 minutos nos levam para um mundo totalmente diferente e nos envolvem com aquela história interessante, com aqueles personagens carismáticos e misteriosos e, melhor que tudo, toda a dinâmica e o fluxo da história que não nos deixam sossegados até a resolução se dar.

E o leitor, não duvido, concordará comigo quando nenhuma série, por ter sido cancelada, não completa todo aquele enredo que nos envolveu de forma satisfatória e com a qual podemos dizer, “Isto, sim, foi uma grande série!”.

Dos exemplos mais actuais, tenho, em dois pontos completamente opostos, duas grandes séries: “The Chicago Code” e “Fringe”.

A primeira, se acompanharam as mini-reviews no ano passado, revelou-se um diamante à medida que a temporada decorria. A história, que a cada episódio, se tornava mais e mais complexa e a vontade de ver todos aqueles personagens bem construídos a lutar por algo em comum, chegou no episódio final, não sem antes nos termos preparado convenientemente. E sendo, talvez, um dos melhores episódios que vi em termos de conclusão de história e em termos de dinâmica, “The Chicago Code” ficou marcada pela sua simplicidade complexa e, acima tudo, a sua crua realidade que a muitas séries falta.

A segunda, e como o leitor sabe, é a minha favorita de entre todas as outras. O enredo intrincado, as impossibilidades, as personagens, a mitologia… Tudo é receita de sucesso de qualidade (e não de audiências). De facto, mais nada posso tecer acerca da série pois já são largos os elogios que faço. Mas, de uma coisa tenho muito medo: as audiências, de tão más que são, não vão garantir uma nova temporada e sendo esta uma temporada de 22 episódios, os argumentistas não terão, com certeza, tempo de a concluir e dar resposta aos fãs que muito querem um final decente e que conclua 4 anos de histórias, de viagens entre mundos, de teorias, de uma mitologia única.

Como estas séries, existem cerca de uma dezena. Séries que me cativam, séries que me fazem voltar, a cada semana, ao episódio e retomar uma história que já me fez, muitas vezes, teorizar. Agora, resta saber se, tal como em “The Chicago Code”, uma das séries da minha vida, tem a sua conclusão devida, um rematar de pontas que eu (e muitos) pedem. Ainda tenho esperanças. Espero não me desiludir.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

Discussion

No comments yet.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Biblioteca

Calendário

February 2012
S M T W T F S
« Jan   Mar »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
26272829  
%d bloggers like this: