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Being Erica, Series-Gazing

Series-Gazing IX


Com uma enorme tristeza, acolho o caro leitor nesta nona e última edição do Series-Gazing de 2011. Mas esta minha tristeza tem duas fontes: a primeira e mais óbvia, é o facto de 2011 já estar a dizer “adeus” e muitas das aventuras já começam a ficar bem longe no passado; a segunda, a menos óbvia, prende-se ao facto de um dos melhores dramas da actualidade ter assinado a sua “demissão” da televisão há dias atrás.

Se o leitor me acompanha regularmente aqui no IP e na outra casa, o Laboratório, o caro sabe que eu nutro uma paixão incontrolável por uma série canadiana chamada Being Erica, uma série que se centra em torno de uma mulher de 32 anos que se vê chegar a um ponto da vida onde nada mais faz sentido e que lhe é oferecida a oportunidade de entrar numa terapia que mudará a sua vida em todos os aspectos.

Comecei a acompanhar a série pela FOX Life, com alguma relutância. Quem ma aconselhou foi a minha cara amiga Vanda que colabora comigo lá no Laboratório. Numa conversa informal, ela confessou-me ter gostado do primeiro episódio e contou-me a história muito por alto. O que é certo é que, no dia em que estava a repetir o episódio, decidi ver e foi a partir daí que, em todas as quartas-feiras, às 21h50, salvo erro após “Ugly Betty”, me coloquei a ver a série com bastante agrado.

Quatro temporadas depois de 50 episódios produzidos e exibidos, “Being Erica” despede-se de forma perfeita, com nota 10. Aquele final fez-me sentir que eu próprio fiz uma jornada semelhante e, chegado aos últimos minutos do episódio, tudo se fechou num círculo perfeito.

Sendo, talvez, um dos dramas mais associados à vida real e, claro, um drama muito cru e muito explícito em temas tabu na sociedade, “Being Erica” cativou-me desde o início com a sua densidade, com a sua intensidade e, sobretudo, com as personagens que se pareciam tanto a nós em certas alturas da nossa vida. Não direi que “Being Erica” é uma escola da vida, porque não é, mas, por vezes, a série toca em assuntos tão sensíveis que rapidamente associamos a situações por nós vividas e que nos deixam a pensar, realmente, onde erramos e como podemos ultrapassar e melhorar tal.

Uma série que deixará saudades e que não me arrependo de ter acompanhado ao longo destes quatro anos de existência.

A meu ver, uma quinta temporada seria totalmente desnecessária pois, como disse acima, o círculo completou-se e não havia material tão bom para fazer mais uma temporada de qualidade. “Being Erica” é um drama excelente, é uma série extraordinária que faz pensar e reflectir a pessoa mais fria e mais calculista. Afinal, todos somos humanos, todos erramos para com o outro e não é por ver e dizer que só acontece aos outros, que não vai acontecer a nós. De facto, a vida é capaz de nos pôr à frente os obstáculos mais difíceis e de uma forma tão imprevisível que até nós nem percebemos que estamos a ser testados.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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