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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 4×05 – Novation


Meus caros, o atraso é algo estupidamente enorme. Por mais que quisesse, não pude estar convosco nestas semanas a comentar os três últimos episódios de “Fringe” desta Fall Season. Mas de hoje (e de amanhã) não passa de certeza. Aliás, nem é todos os dias que deixo o que foi um dos melhores episódios até agora para tão tarde. Prontos para avançar num tempo que um recap desta primeira parte da temporada que só nos fará bem? Vamos embora!

Peter, finalmente, voltou. É ele que, depois de ser apagado do mundo e da história que hoje acompanhamos, consegue ser como uma hemorragia e saltar de um espaço onde existe energia para um onde a carne e os ossos e os órgãos e os sentimentos abundam. É ele que, embora sendo um paradoxo pois não devia existir mas existe, vai destabilizar um mundo que, à partida, estaria estabilizado.

E também é com ele que a temática dos shapeshifters aflora pois, se bem se lembram, na temporada passada, no episódio 3×11 (“Reciprocity”), era ele que andava a investigar os discos que esta espécie (?) trazia na sua coluna como uma vértebra e cujo disco armazenava toda a informação da transformação e de toda a personalidade destas criaturas que teimam em estar no nosso mundo com um objectivo que ainda não foi muito bem explicitado.

No entanto, a espécie (?) que nos foi mostrada na temporada passada é bastante diferente da apresentada nesta. Será que foi porque o Mundo (e, consequentemente, toda a história) mudou? Será que esta fusão dos dois mundos permitiu que os protótipos do mundo vermelho saíssem cá para fora? Será que é a ZFT do mundo vermelho que agora tenta, no nosso mundo, continuar com as suas “experiências de laboratório”? E mais, será que ela existe mesmo? Pois bem, até à data só podemos afirmar que estes novos shapeshifters são feitos de carne e neles circula sangue ao invés de mercúrio.

E, tal como na Natureza tudo o que esta faz tem de ter algo bom e algo mau para contrabalançar, estes shapeshifters, aberrações da Natureza, terão de ter algo que os “destrua” porque, afinal, é anti-natural haver criaturas capazes de se modelar à imagem de outrem tanto física como psicologicamente. E, claro, todo o cerne do episódio foi a busca por um método que permitisse a nossa deadly shapeshifter Nadine estabilizar as suas células segundo o trabalho de Malcolm Truss sobre a replicação celular que havia sido fechado por William Bell.

Claro que Nadine conseguiu aquilo que queria: um extracto com um agente ligante que permitisse o alojamento de múltiplos genomas resultantes, claro está, das sucessivas transformações.

E onde fica Peter no meio disto tudo? – perguntam vós. Como este já havia trabalhado com os discos, bastou explorar um pouco daquele que havia sido encontrado há alguns episódios atrás e triangular a localização mais recente.

A meu ver, não foi talvez o melhor episódio mas sim um dos melhores pois é aqui que Peter começa a ter a sua quota parte na investigação de um caso e, claro, a sua informação revela-se de extrema importância para se chegar à sua resolução. Deixando fugir Nadine que, tal como Newton, ainda vai dar muitos problemas, teremos aqui um tema que fará parte do arco principal desta quarta (e provavelmente última) temporada de Fringe.

No panorama geral, “Fringe” continua a brindar-nos com explicações científicas de deliciar o cérebro e para quem está num curso de ciências, ver e ouvir conceitos já assimilados aplicados a um mundo (ir-)real é lgo de arregalar os olhos.

Para finalizar, faço referência à palavra escondida nos gliphs deste episódio, STILL. Associada ao caso, a palavra preenche muito bem a intenção de Bell quanto ao fecho do projecto de Truss, isto é, o de ele ficar quieto quanto a assunto que não é para ser mexido pois, provavelmente, a finalidade desta pesquisa revelou-se na criação de shapeshifters. Mas também, aplicando à história de Peter, STILL pode significar que todo o seu conhecimento deve ser mantido na sua cabeça e ele deve estar quieto (por enquanto) antes que tudo desabe e muitas das crenças e das leis não caiam em desgraça. Mas afinal, que finalidade tem este regresso de Peter? Afinal, porque é que ele desapareceu, no fim de contas?

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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