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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 4×04 – Subject 9


Depois de, na review anterior, ter aliviado todas as minhas preocupações (e raivas) sobre o caminho que “Fringe” estava a fazer, esta semana, e embora tenhamos tido uma espécie de improvement, “Fringe” ainda está muito “verde” para o meu gosto. Mas vamos por partes para eu não começar a divagar, que o tema da mente humana dá pano para mangas, pode ser?

Então, começando pelo episódio passado, esqueci-me de referir que a palavra tinha sido REBORN. E fazendo um apanhado daquilo que se passou neste episódio, mais concretamente, no final, estou em posição de admitir que REBORN foi algo intencional e algo que, de todo o episódio, foi aquilo que me deixou a questionar sobre se Peter iria “renascer” no episódio seguinte ou se a palavra foi algo que simbolizava, unicamente, o renascer da memória física daquele homem que diz conhecer toda a equipa e dados confidenciais de certos casos.

Não vou ser desonesto quando, com aquela palavra, não me coloquei a pensar sobre as implicações deste renascer, consequências que, claro, ainda quero ver bem respondidas e que deixem a minha mente satisfeita porque, afinal, não é só o nosso estômago que faz todo o processo de digestão; também o nosso cérebro digere todos os factores, todas as vivências e, sobretudo, a nossa vida quotidiana o que faz de nós quem realmente somos.

E, de facto, se este episódio engonhou um pouco em termos do renascer tão esperado, o mesmo permitiu-nos ver um pouco mais desta relação entre Olivia e Walter. Se bem se lembram, durante as três temporadas anteriores, a sua relação foi crescendo, muito por causa de Peter e embora não os víssemos a interagir tanto como agora (dadas as circunstâncias…), era a peça que faltava antes de tudo acontecer.

Enquanto que antes da era da máquina, Walter e Olivia eram como um tio e uma sobrinha que se preocupavam mutuamente e partilhavam aventuras e falavam sobre este ou aquele assunto, agora, a relação deles é bem mais distante e bem mais fria e basta digerirmos aquela conversa no café.

Olivia: I need you to understand that whatever decision I make, I’m only trying to do what’s best.

Walter: What’s best for whom, Agent Dunham?

Mas, por mais frios e distantes que possam parecer, Walter e Olivia sabem que partilham algo bem profundo, algo que os transcende só que ainda não descobriram.

Entre uma nuvem azul espectacularmente bem feita e os surtos psicóticos de Walter, descobrimos mais um indivíduo, Cameron James, o nº9 do “projecto” de Bell e Walter com o cortexiphan. Foi ele que (ou pelo menos assim o entendi), naquela central eléctrica, fez Peter sair daquela dimensão temporal. Foi ele que permitiu Peter regressar a este mundo vindo de não sei onde. Foi ele que rasgou (REFT, a palavra desta semana) esta barreira azul levando Peter a cair no Lago Reiden. E os Observers? Bem, esses estavam lá. Resta saber que farão eles agora.

O que é certo é que Peter, finalmente, voltou. E Peter sabe coisas. E Peter conhece gente. Mas e agora? Que farão com a problemática dos dois mundos ou mesmo até como resolverão os paradoxos que entretanto se levantaram? E não posso deixar de referir que, na série “Sanctuary”, do SyFy, a problemática da viagem no tempo teve uma melhor resolução daquela que estou a imaginar para “Fringe”.

Caro leitor, antes de dizer adeus para mais uma semana que se avizinha de muito trabalho, confesso-vos que, por mais zanga que me dê ver uma história tão boa e tão interessante ir pelo cano abaixo por causa de uma decisão dos argumentistas que nem sei se terá uma resolução satisfatória, “Fringe” será sempre uma das melhores séries que alguma vez tive oportunidade de acompanhar. Serão sempre os ficheiros secretos da minha adolescência e, claro, uma das séries da minha vida. Porque tal como a vós, também ela desafia a minha mente. Porque tal como a vós, também ela me faz viajar entre este e o outro mundo, o das fronteiras da ciência. Irritado ou não, não abandonarei uma das séries mais irreverentes da televisão que surpreendeu tudo e todos o ano passado.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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