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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 4×03 – Alone in the World


Ninguém está, de facto, sozinho neste mundo. Já há muito que sempre ouvi dizer que nenhum homem é uma ilha e, por mais que queiramos estar sozinhos, é impossível não haver aquele je ne sais quoi que nos deixa acompanhados nem que seja por alguns segundos.

E, sou sincero, caro leitor, quando digo que à terceira semana “Fringe” consegue fazer algo que eu lutei para que não acontecesse: decepcionar-me. Por mais que defenda a série, é-me impossível ficar indiferente a mais um caso da semana, a mais 40 minutos de puro filler que poderão ou não ter alguma implicação na resposta à pergunta: “Where is Peter Bishop?”.

O caso foi simples: um miúdo, que se sentia sozinho, encontrou, um dia, um fungo que fez com ele uma ligação emocional. E andamos mais 40 minutos a descobrir porque é que a rede de raízes do fungo se assemelha a um cérebro humano, andamos a descobrir onde o fungo está alojado no cérebro do pobre rapaz e ainda temos espaço para não ligar nenhuma ao mundo vermelho que, em três episódios, não teve qualquer protagonismo.

Pergunta-me o leitor, “E, ó Jorge, em relação à história do Peter?”, e eu respondo, “Caro leitor, tivemos 5 minutos a meio do episódio onde Walter confunde o rapaz com o seu filho que havia morrido no lago de gelo após o rapto e, no fim, um Walter que diz que ele e Olivia (que afinal andava a sonhar com Peter) precisam de ir à sua procura. Está satisfeito?”.

A resposta seria, indubitavelmente, não. Eu já aqui defendi nas duas reviews anteriores que é necessário tempo para que os argumentistas pensem numa maneira que nos irá deixar a todos chocados e que a história ainda tem muito para crescer antes de Peter voltar mas eu estou, sinceramente, a chegar a um ponto em que, de “Fringe”, preciso de bem mais do que casos da semana que servem, meramente, para conhecermos as personagens de um mundo que, aparentemente mudou.

Não vou alongar mais em algo que só iria depreciar este início de temporada que tem vindo a cair bastante não só a nível de notas mas, também, a nível de qualidade. Só peço mais um pouco de “Fringe”, algo mais que me faça ficar espantado, algo relacionado com Peter, algo. “Fringe”, por favor, volta a surpreender-me!

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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