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Análise de Temporadas, Sanctuary

Sanctuary S03


– Sanctuary –

– Season 3 –

Não foi fácil começar a ver esta série. O conceito não é de todo o mais fácil especialmente para o espectador que ou não gosta de fantasia ou que não está disposto a alargar a sua imaginação. O que é certo é que “Sanctuary” conseguiu, ao fim de 46 episódios, deixar-me completamente agarrado a uma história e a uma mitologia muito próprias.

Começamos a temporada com a resolução do cliffhanger deixado no episódio final da temporada sobre a Big Bertha. De uma forma quase brilhante e que envolveu todas as personagens, “Sanctuary” conseguiu resolver este arco de forma bastante eficiente com uma importante ajuda dos efeitos especiais que, a cada temporada, parecem melhorar a olhos vistos.

E se, como que num piscar de olhos, uma ameaça parece estar resolvida, não tarda a surgir uma outra e vêmo-nos abraçados por mais um arco que iria até ao fim da temporada: Hollow Earth.

Numa primeira parte da temporada, Magnus e o resto da equipa entram numa jornada de descoberta da Hollow Earth através de um mapa holográfico deixado pelo pai da protagonista. A cada novo episódio parecemos conviver com as personagens num estado de ansiedade e de nervosismo por possuírem um tesouro tão grande e tão importante para aqueles que só buscam o Mal neste mundo. Num intenso Mid-Season finale somos levados a Praxis, a cidade-mãe, desta Hollow Earth e convivemos com aquele Reino tão grande e com tão pouca tolerância a estranhos e, como não podia deixar de ser, o cliffhanger final deixa-nos a matutar sobre a sua resolução que só viria a meio de Abril deste ano.

Numa segunda parte da temporada, vemos não só a resolução deste arco bem como ao surgir de um novo inimigo e que Magnus luta por conter (e esconder). Por entre brechas do espaço-tempo, por entre sonhos induzidos por criaturas que nunca pensámos existir e por entre uma invasão de criaturas da Hollow Earth que aguça, ainda mais, a curiosidade sobre o destino das nossas personagens, Sanctuary aproveita para remexer um pouco no passado de Helen e dar-nos a conhecer não só o seu importante contributo na resolução da II Guerra Mundial como dar o “efeito” que liderou as “causas” deste nosso presente.

Num electrizante final onde voltamos atrás no tempo com Helen, a imagem pára no exacto momento em que a personagem se apercebe do sítio e da época em que está, deixando o espectador completamente em xeque e sem qualquer direcção sobre aquilo que poderá acontecer daqui para a frente. Irá a equação mudar como mudou em “Eureka”?

Em jeito de conclusão, devo dizer que a série conseguiu ter uma temporada bastante estável com linhas narrativas bastante interessantes havendo tempo suficiente para explorar o passado das personagens e colocar este como causa dos eventos que estão a acontecer neste presente. Há excepção de alguns episódios do tipo caso-da-semana, Sanctuary foi eficiente e alegrou muitas noites onde nada interessante se passava por estes lados.

No rol das minhas favoritas, mal posso esperar por 7 de Outubro e ver o que os argumentistas e o próprio criador da série reservou para os novos 13 episódios.

Nota: 9.3/10

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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