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Análise de Temporadas, Fringe

Fringe S03


Uma review à temporada três de “Fringe” originalmente postada no Portal de Séries.

– Escrita a 22 de Agosto de 2011. –

Novato por cá, decidi, na Fall Season passada, pegar em “Fringe” que outrora pertenceu ao caríssimo António Guerra. Estava com medo de não conseguir chegar aos seus calcanhares, já tinha ele reputação por estes lados. E quando eu pensava que este trabalho de reviewer era complicado, quando não sabia como havia de começar ou mesmo onde pegar para vos transmitir os meus pensamentos sobre o episódio, mais complicado ficava.

No entanto, com o passar da temporada, comecei a olhar a série com outros olhos. Comecei, a pouco e pouco, a entrar na mitologia, a entrar na história, a conhecer cada vez mais de perto as personagens. E se eu sabia que “Fringe” era uma das melhores séries antes de vos começar a escrever, durante esta terceira temporada, essa ideia ficou cada vez mais vincada e esta é, de longe, a melhor temporada de toda a série e aquela onde estão compilados os melhores episódios da mesma.

“Fringe” marcou-me, é certo. E agora, 3 meses após o seu término, apresento um olhar crítico sobre a temporada. Preparados para mais uma viagem no universo “Fringe”?

Piores episódios: 3×09 – Marionette, 3×12 – Concentrate and Ask Again, 3×13 – Immortality, 3×14 – 6B e 3×16 – Os

Não foi em vão que escolhi estes episódios. Eles não são os piores, claro está, porque a temporada em si foi excelente. No entanto, estes são aqueles que nos transportam quase imediatamente para aquilo que Fringe era na primeira temporada e que deixou para trás o ano passado e muito embora nos façam reflectir sobre o ser humano, especialmente o 3×09 e o 3×14, não passaram de casos da semana. Favoreceu a temporada? Não. Adicionou algo à história principal? Não. Mas sendo episódios menos bons, permitiram acalmar um pouco as coisas e “obrigar” o espectador a respirar.

Melhor episódio

A temporada, à excepção dos episódios menos bons que vos referi acima, foi bastante regular e interessante e é por isso que não vou escolher um episódio em particular como o melhor. De facto, cada um mostrou-nos uma parte da mitologia e uma parte da história, especialmente na segunda parte da temporada, a partir do 3×10, e a história evoluiu quase de forma natural que escolher um episódio em detrimento de outros estaria a ser injusto.

Além disso, a série mostrou-se capaz de se superar a si própria, isto é, cada novo episódio obrigava o espectador a desafiar a sua própria mente, principalmente, com a formulação de teorias sobre o que estava a passar e sobre o que se iria passar. E, não duvidem, a série ganhou pontos por isto e hoje, a quarta temporada arrancada a ferros, é esperada, tão ansiosamente, pelos fãs desse mundo fora.

Melhor Personagem

A personagem que, a meu ver, mais brilhou nesta temporada foi Olivia Dunham. Conseguiu ser transparente em todas as emoções que mostrava, sofreu bastante e, acima de tudo, cresceu imenso.

Pior Personagem

Não creio que tenha havido uma personagem que se tenha destacado pela negativa. E mesmo Broyles, que eu tinha indicado como a personagem mais vulgar, no final da Fall Season, evoluiu bastante e subiu na minha consideração.

Personagem que devia ser melhor aproveitado

O leitor, provavelmente, já sabe que personagem irei escolher para esta secção… Astrid. Continua a ser aquela que é pouco aproveitada e cuja única função ou é fazer de babysitter de Walter ou andar a deambular sem ter um objectivo definido. A meu ver, a personagem tem bastante potencial não só em termos de resolução de casos como em termos de fazer parte desta mitologia. E é de todas as personagens, aquela cujo passado ainda é um mistério. Que fazer com ela, então?

Melhor Actor/Actriz

Anna Torv. Esta grande senhora interpretou três personagens incluindo um grade homem, William Bell. Por esta não esperávamos nós, não era?

É indubitável que Anna Torv cresceu bastante como actriz no decorrer desta terceira temporada. Interpretou uma outra Olivia, com um outro passado bem mais alegre, interpretou um William Bell outrora poderoso e que agora se resumiu a energia, interpretou a nossa Olivia. 3 personagens. 3 vidas diferentes. 3 pessoas completamente diferentes entre si. E, claro, Anna Torv esteve lá e interpretou-as de forma exímia e sem erros.

E estaria a ser completamente injusto se não nomeasse como melhor actor John Noble, também ele com um papelão nesta terceira temporada. Juntos, Anna Torv e John Noble deram uma outra dinâmica aos episódios de Fringe e a série só ficou a ganhar com isso.

Pior Actor/Actriz

Não creio que tenha havido um actor/actriz que se tenha destacado pela negativa.

Melhor Storyline

Sem dúvida, a dos mundos paralelos. É a melhor storyline que vi até hoje em televisão pois é a única que abre as portas da nossa imaginação e que consegue colocar-nos a pensar nas teorias mais loucas sem nunca perdermos a nossa sanidade mental.

Pior Storyline

Não creio que tenha havido uma má storyline mas, até ver resolvido, creio que o cliffhanger que nos foi deixado era dispensável e parece que tudo aquilo que foi construído durante 3 anos se vê destruído naqueles minutos finais.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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