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Fringe, Haven, Ontem Hoje e Amanhã, Sanctuary, The Borgias, The Chicago Code, White Collar

Ontem, Hoje e Amanhã: Jorge Pontes


Esta crónica foi originalmente publicada no Portal de Séries.

– Escrita a 22 de Agosto de 2011. –

No meio de tantas histórias, tantas personagens e, sobretudo, milhões de fotogramas que vimos e que estamos a ver, ponho-me, várias vezes, a pensar que séries realmente marcaram a minha existência e, melhor ainda, aquelas que me proporcionaram olhar um mundo de outra forma.

E por mais que falemos sobre esta ou aquela série agora, com o passar dos anos torna-se difícil escolher porque, na verdade, e em diferentes tempos da nossa existência, as séries tocam-nos de maneiras diferentes.

Ontem: “Cold Case”

Estaria a ser hipócrita se não elegesse esta GRANDE série. “Cold Case”, para mim, nem sempre esteve nas minhas boas graças… No início, detestava a série e nem sei bem porquê. Mas, com o passar do tempo, e talvez porque comecei a explorar todas as suas potencialidades, subiu imenso na minha consideração e talvez por ser aquela que mais me marcou e por ser aquela que me transporta para outras épocas e me dá a conhecer toda uma cultura que hoje está tão mudada, ela merece todo o mérito. E é, talvez, das únicas que posso ver tudo outra vez e ainda me deixa a pensar de forma diferente da primeira vez.

Perguntam-me vós, caros leitores, como é que a série consegue ser assim tão…eficiente? Talvez não seja esta a palavra mais justa, mas, sabem, a série precisou de muita pesquisa, precisou de ter uma gama de personagens que evoluíssem ao longo do tempo com os sucessivos casos que foram sendo debatidos e precisou, fundamentalmente, de se completar. Cada episódio envolveu-me como se estivesse a viver aquela acção. Cada episódio levou-me atrás no tempo e viver duas realidades: a da acção da história e a acção do meu passado. Cada episódio é, de form geral, uma máquina do tempo que, depois de entrarmos, não saberemos onde poderá parar.

Menções: “Friends”, “The Tudors”, “Dirty Sexy Money”, “The Chicado Code”

Hoje: Fringe

O leitor pode-me achar cliché por escolher “Fringe” como a minha série de “Hoje”. E eu aceito essa designação. No entanto, há muito mais por detrás desta escolha que realmente posso eu descrever aqui.

Comecei a acompanhar “Fringe” quando estava ela no Mid-Season Finale da segunda temporada. Mas não me interpretem mal: comecei a ver desde o primeiro episódio. E talvez por ter uma mente pequena quanto a horizontes, “Fringe” parecia-me algo diferente e vulgar ao mesmo tempo. Não sabia que havia de retirar dali. Mas há medida que a história se foi construindo, “Fringe” habituou-me às suas personagens, aos seus defeitos, aos seus horizontes tão alargados e, sobretudo, à Ciência. E tenha ela mais esta ou aquela temporada, “Fringe” fez uma coisa que pouca ou nenhuma série conseguiu fazer: salivar por mais até as minhas glândulas estarem completamente exaustas. “Fringe” será sempre “Fringe” e será sempre aquela que desafiou a televisão e, numa imagem mais pessoal, aquela que me desafiou a experimentar e a vivenciar novos horizontes.

Menções: “Sanctuary”, “White Collar”, “Haven”, “The Borgias”

Amanhã: Ringer

A próxima Fall Season está (e vão concordar comigo) cheia de novas e fantásticas apostas prontas a serem consumidas por nós, espectadores. E se o ano passado tivémos uma série chamada “Lone Star”, um drama de origem e uma série tão maltratada pelos americanos, este ano temos “Ringer”, uma história que nos leva aos confins da mente humana e explorar tudo aquilo que lutamos todos os dias para que não aconteça: traição, inveja, ambição e os restantes 7 pecados mortais. Talvez seja pela própria Sarah que vou ver a série. Talvez seja pela imagens cativantes que vi que vou ver a série. Mas se há coisa que aprendi com o trailer foi que, na busca interior por essa pessoa melhor, em certas alturas, vêmo-nos a fazer coisas que nunca pensaríamos fazer e é por isso que “Ringer” é tão desafiante e, acima de tudo, umas das séries que mais espero na Fall vindoura.

Menções: “Awake”, “The River”, “Pan Am”

Antes de terminar, proponho-vos, caros leitores, um desafio: escrevam uma crónica onde falem da série que mais vos marcou nestes anos de existência. Guardem esse documento bem guardadinho. Experimentem rever alguns episódios dessa mesma série e, daqui a 6 meses ou mesmo um ano, experimentem escrever sobre a mesma série. Na vossa opinião, a que conclusões chegarão?

Até à Fall Season!

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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