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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×20 – 6:02 AM EST


Saio deste episódio irritado e aos berros por toda a casa. Não é por mal mas…deixar-me a salivar para o próximo episódio depois de um episódio de transição excelente é crime!

“Fringe” consegue ser eficiente, mostrando aquilo que os produtores querem revelar e não aquilo que o público pede. “Fringe” consegue ser lenta quando precisa de o ser, quando precisa de “engonhar” um pouco e, nesta terceira temporada, a mais constante e regular, a série excede as expectativas em todos os ramos inimagináveis por nós, espectadores.

A hora aproxima-se. O clímax de tudo aquilo que temos vindo a presenciar está cada vez mais perto. Todos aqueles eventos, todos aqueles momentos culminam em algo maior daqui a duas semanas.

O leitor ainda se lembra das minhas previsões na review ao episódio 18, Bloodline? Sim, aquele em que, Walternate consegue uma amostra de sangue do bebé? Pois bem, os meus medos tornaram-se reais quando a partir daquele sangue, o ADN de Peter foi extraído com sucesso. Um medo que esteve sempre comigo nos 43 minutos do episódio. Um medo que se tornou mais intenso quando, às 6:02 AM EST, a máquina no mundo vermelho foi activada e, consequentemente, a do nosso mundo se activou. As duas em perfeita sincronia ligaram-se, preparadas para aquele que virá completar o circuito, para aquele que decidirá que mundo vive e que mundo morre.

“Fringe” não é uma série sobre finais felizes. “Fringe” não mostra finais felizes. E se Peter estava feliz com Olivia e vice-versa, rapidamente, toda uma história de amor cai por terra quando este tem de fazer aquilo que deve ser feito.

No lado de cá, a matéria orgânica começa a ser destruída em várias zonas da América e rapidamente a Fringe Division começa a actuar para tentar encontrar uma solução. Sam Weiss parece ser a resposta. Na realidade, depois de ter visto aquele tão singular objecto ganhar vida e não parar nunca, Sam precisava de desaparecer, precisava de encontrar uma forma de impedir que o nosso mundo fosse destruído… Num ponto onde qualquer uma das leis físicas já pouco sentido faz, todos os segundos contam. E eis que, por força da ocasião, se revela a Olivia e só no próximo saberemos que solução viável teremos para uma equação que, agora, parece impossível.

No lado de lá, é Altivia que assume o protagonismo. É ela que, vendo o desprezível e sem escrúpulos sogro dispensar aquele filho por quem tanto chorou e por quem tanto amou, decide abandoná-lo sem qualquer pinga de piedade. É Altivia que agora busca uma maneira de atravessar, uma maneira de impedir aquela máquina de funcionar… É apanhada e, numa das cenas que mais me faz recordar o episódio primeiro desta terceira temporada, vemos, mais uma vez, uma Olivia encarcerada, uma Olivia que, embora alternativa, tem os seus ideais bem vincados e os quer colocar cá fora, uma Olivia que, tal como a nossa, quer salvar o seu mundo…

Estando nós tão perto do final da temporada, este episódio era necessário. Foi um episódio que serviu para deixar livres as pontas que serão narrativa até ao final. Foi um episódio de transição que se superou a tantos outros de toda a série.

NOTAS

  • Reparem nas roupas do bebé de Altivia. Olhem com olhos de ver. Repararam? Ora temos um gorro vermelho ora temos um gorro azul. Na primeira situação, é Altivia “quem sofre” quando vai falar com o Walternate. Na segunda situação, é o seu pai que, por força das circunstâncias se aproximou da máquina e foi afastado.
  • Foi hoje que aquela frase de September se tornou realidade… Foi hoje que Walter teve a difícil escolha de deixar Peter ir.
  • A palavra deste episódio foi AGENT. Será uma referência a Peter que quase entrava na máquina? Será uma referência a Altivia que quase conseguiu atravessar para avisar a Fringe Division do nosso mundo?
  • …? Não devíamos ter tido um genérico como o de “Entrada”?

E, talvez esteja a “delirar” mas “Fringe” conseguiu trazer-nos uma temporada bastante reflexiva na medida em que, algumas lines dos diálogos são referências puras a eventos filosóficos, a eventos reflexivos que nos fazem pensar na nossa condição enquanto humanos.

Walter: I have no other place to turn. I asked you for a sign and you sent it to me. A white tulip. And I was so grateful. Since then, in moments of deep despair, I found solace in believing that you had forgiven me. I was willing to let him go. I was willing to let Peter die. I’ve changed. That should matter! God, I know my crimes are unforgivable. So punish me. Do what you want to me. But I beg you, spare our world…

E até para a semana.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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