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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×19 – Lysergic Acid Diethylamide


Estou vivo. Sim. Estou de volta. Com saudades? Eu sei que não. Vá, sou sincero, já tinha saudades de vos escrever, de vos chatear com umas quantas bacoradas e sentimentalismos. E nada melhor que comentar o mais recente episódio de “Fringe” para regressar em plena força!

Se há série que ainda me consegue surpreender, “Fringe” é uma delas. Consegue-me deixar (totalmente!) boquiaberto seja de que maneira for… Então não é que, para além de um episódio à la Inception ainda tiveram tempo de o “animar”, isto é, transformar a história num completo cartoon? E sim, “Fringe” não nos conseguia mostrar esta história de outra forma senão em cartoon.

Nada melhor que continuar todos aqueles eventos pós-possessão de Olivia levando-nos ao mais íntimo de Olivia, descobrir como é a sua mente, descobrir como ela se sente.

Walter: LSD!

De Walter espera-se a loucura. E foi o que tivemos. Preparou a substância, não esquecendo do acelerador, e assim que Peter toma, nem eu sei o que passou por aqueles olhos. Sentaram-se, os quatro, em círculo e, depois de adormecerem, estavam num mundo completamente novo, um mundo de memórias, um mundo à la Olivia onde todas as pessoas se vestem como ela, onde o mundo é algo sombrio, onde o medo de algo novo é permanente… Que outra razão existe para aquelas pessoas que passeavam pela rua terem começado a correr atrás de Peter e Walter?

Até que um pequeno sinal lhes diz que direcção devem seguir… Aquele jogo de luzes que, rapidamente, se transformou num código universal: o código morse. Depois de algumas perseguições e de uma tentativa de assassinato por parte de Nina, conseguem chegar à Origem (reparem nesta referência…!) daquele sinal luminoso. Mas não era Olivia que o estava a enviar. Era Bell. O mesmo Bell que tinha tomado como “novo” corpo, o de Olivia. Depois de uma conversa algo filosófica, partem em busca do lugar mais seguro onde pensam estar Olivia.

Num dirigível que remete logo para o mundo alternativo, aparece um homem com uma cruz na sua blusa, um homem desconhecido e que nos deixa a perguntar: “Que raio faz ele ali?!”. Mas é aqui que tudo começa a descambar… Walter desequilibra-se e cai, exactamente, no lago onde criou o portal para entrar no outro mundo, no lago onde o seu filho Peter quase morria porque queria regressar ao seu local de Origem (e outra vez a referência…!).

Quem resta naquele “sonho”? Bell e Peter. Dois homens que, à primeira vista, se odeiam mas lá no fundo lutam pelo mesmo. Dois homens com um único objectivo. Entretanto, Walter prepara toda a maquinaria computacional para a alma de Bell ficar aprisionada num computador.

Encontram Olivia numa casa de uma base militar. Numa casa em que ela se sentia segura. Numa casa, bem no fundo das suas memórias, que lhe dava um conforto que na sua infância lhe havia faltado. Olivia estava com medo. Todas aquelas pessoas que haviam perseguido Peter e Walter estavam de volta para a apanhar, para a aprisionar no medo. Peter é “atropelado” e, de regresso ao mundo real fica, ele mesmo, com medo do que possa acontecer com Bell e Olivia.

Mas Olivia cresceu. Olivia já não era aquela rapariga que tinha medo de tudo. Olivia já não era aquela rapariga que não ouvia o seu coração. Não era Altivia, mas só por sorrir, todas aquelas vestes negras que usava durante o dia, tomavam outra cor…

Assim e embora Bell a ajude a fugir, ela pára e diz “CHEGA!”. E toda a sua mente pára de a perseguir. Todos os medos que ela tinha vão-se.

William Bell: You’ve never felt safe. You are your own worst enemy, Olivia.

Depois de uma conversa que nos deixa a pensar sobre a nossa condição de humanos, sobre a nossa confiança, sobre a nossa mente, Olivia regressa ao mundo real, sem Bell. Walter que ansiava ter o seu amigo ao seu lado, falhou. Walter que queria ter um dos homens mais poderosos ao seu lado, falhou. Que implicará esta perda?

No entanto, e para não terminar o episódio sem aquele cliffhanger chocante, a história mostra-nos uma Olivia muito mais descontraída, muito mais fácil de interagir, muito mais à vontade.

Olivia: And for some reason, I’m not afraid to move forward anymore.

Peter: Who is this guy? I saw him in your mind… You had him locked up in the zepellin. He was just flyin’ around trapped in there.

Olivia: Yeah, I don’t know… I haven’t seen him before… But I think that he is the man who’s gonna kill me.

Pasmem-se. E até à próxima sexta.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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