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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×18 – Bloodline


Começo a achar que viveria muito melhor no mundo alternativo. Num mundo alternativo, talvez Portugal fosse maior. Num mundo alternativo, talvez fôssemos um país imponente. Num mundo alternativo, talvez não tivéssemos ficado parados no pós-25 de Abril agarrados a tudo o que tínhamos das colónias. Num mundo alternativo, talvez tivéssemos eventos Fringe-tíficos.

De volta a um cenário vermelho, o episódio 18, que marca o último episódio antes do arranque do final da temporada, mostra-nos o mundo de Altivia após a descoberta da sua gravidez, mostra-nos um mundo em possível mudança.

Em primeiro lugar, Altivia atravessa uma das fases mais complicadas de toda a sua vida e, a juntar a um cenário bastante negro, temos a possibilidade de ela possuir a chamada VPE, Viral Propagated Eclampsia, uma doença que se caracteriza pela morte tanto da mãe como do bebé em pleno trabalho de parto.

Para além da visão de Altivia sobre este problema, vemos uma mãe com um coração despedaçado, uma mãe sem qualquer rumo porque, tal como todas, querem ver as suas filhas felizes. E como uma desgraça nunca vem só, Olivia é raptada e sabendo desta doença, nada mais na sua cabeça entra.

Levada para um armazém, encharcam-na em líquidos esquisitos e comprimidos que não lembram ao diabo. Naquele armazém passou-se aquilo que eu não estava à espera. Naquele armazém, “Fringe” aconteceu.

Aceleraram a gravidez e Altivia deu à luz. Mas, ao contrário do esperado, sobreviveu. Mas, ao contrário do esperado, a mãe de Altivia sorriu. Mas, ao contrário do esperado, Walternate aconteceu.

Por mais moralista que possa ser por não querer testar o Cortexiphan em crianças, isso não apaga um dos planos mais psycho que já vi nesta série. Walternate, ele próprio, montou todo este esquema de acelerar a gravidez. Montou um esquema para que Altivia desse à luz o seu neto. Montou um esquema para conseguir um dos líquidos mais preciosos, o sangue do bebé.

Depois de o episódio terminar, as ideias mais mirabolantes começaram a surgir na minha cabeça. Desde retirar o ADN da criança e tentar replicar um semelhante ao de Peter, clonar o bebé, colocá-lo na máquina para que esta fosse accionada, visto ter uma parte de Peter… Enfim. Mil e uma ideias e, sinceramente, ponho as minhas mãos no fogo pela série.

NOTA

  • FATED foi a palavra da semana. Numa perspectiva de Altivia, esta rapariga estava destinada a este momento. A sua missão era esta. O momento “final” era este. Por mais que ela quisesse não conseguia dizer “não” a uma tarefa tão avassaladora, tão emocional. Por outro lado, o bebé. Ele está destinado a quê? Esta gravidez teve que objectivo? Qual a meta de Walternate?

“Fringe” volta, apenas, a 15 de Abril mas deixou-nos um rol enorme de questões. É verdade que “Fringe” foi renovada para mais uma temporada completa. É verdade, também, que subir 0.2 pontos de rating esta semana. É verdade, também, que “Fringe” começa a preparar o caminho para aquele que será mais um maravilhoso Season Finale. “Fringe” voltou à acção, voltou à luta.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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