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Fringe, Series-Gazing, The Good Wife, V, White Collar

Series-Gazing II


Ver séries é um dos meus simples prazeres com os meus dezoito anos. Esta loucura pelo mundo da televisão começou há pouco mais de 3 anos, numa altura em que o Secundário estava a começar e, consequentemente, me iam surgindo novos horizontes. Talvez porque a necessidade de escrever e falar com o outro é tão necessária, fez-me pensar em pequenos espaços onde opiniões se podem discutir. O Series-Gazing é um deles.

Nesta segunda edição, e como vos disse na primeira, vamos falar das séries que mais destaque tiveram no último mês: “Fringe”, “White Collar”, “The Good Wife” e “V”.

“Fringe” tornou-se um dos must see de toda uma grelha. A série, em si, mostra-nos um mundo “mágico”, um mundo onde as segundas oportunidades “talvez” existam, um mundo que deve ser explorado. Talvez um dos melhores até agora, “Subject 13” é como que uma continuação do 2×16, “Peter”, o aftermath depois daquele rapto. Não só pela carga emocional que este carrega consigo, vemos mais um pouco da mitologia de Fringe ser revelada, vemos mais um pouco daquilo que foi a mítica Jacksonville, vemos um pouco do Walter mais novo, de um Walter mais racional, mais inteligente, mais sangue frio. Uma outra característica que devo salientar é o facto de, em todos os episódios exibidos, haver uma (ou mais referências) a William Bell (especialmente, no “Subject 13”) mas a personagem nunca ter aparecido; mostra-nos, pois, que embora não apareça, há um fio condutor, há algo, lá no fundo, que nos deixa a questionar os porquês de tudo, sobre tudo.

Quem também não escapou à resolução de uma parte da mitologia foi “White Collar” que teve o seu final, na passada terça-feira, 8 de Março. A série do USA mostrou-nos uma segunda temporada fantástica e muito regular não só a nível de história bem como a nível de evolução de personagens. Embora nos tenha dado episódios típicos “caso da semana”, “White Collar” consegue ver para além disso, consegue associar a mitologia ao caso que, à primeira vista, parecia algo sem nexo, algo sem qualquer valor. A prova disso é o Season Finale que resolveu um dos mistérios que rege a série desde a sua estreia e que forma de o resolver! Aguarda-se, pois, que a terceira temporada volte com a mesma força e com a mesma intensidade… No entanto, a forma como Jeff Eastin irá continuar a história é uma dúvida que, ao mesmo tempo, me preocupa e me deixa descansado.

“The Good Wife” é a terceira série que surge na lista. Também com episódios bastante regulares, viu o arco da segunda temporada ser resolvido no episódio 2×16, “Great Firewall”, exibido na passada terça-feira, 1 de Março. Se todo o episódio foi aumentando todo o suspense que a história traria, então, naquela sequência final tudo se torna realidade e encaramos um dos jogos de manipulação mais bem executados, a nível de televisão. “The Good Wife” consegue dar-nos boas narrativas, consegue encadear tudo de forma excelente para manter o espectador interessado e curioso até ao final. A seis episódios do fim, vão começar os preparos para o Season Finale e não podia estar mais expectante.

Quanto a “V”, última da lista de hoje, e que teve uma primeira temporada muito pouco movimentada embora interessante, está a revelar todas as garras que tem e que há muito andávamos a pedir. O episódio “Siege”, 2×06, é o melhor da série até agora porque abriu as narrativas de tal forma que não há outro caminho a seguir até ao Season (Series?) Finale. Já dizia o ano passado que “V” tinha potencial, tinha uma história interessante, capaz de cativar mas que a primeira temporada deixou para mais tarde. A segunda que vem tarde (mas mais vale assim que nunca) vem apagar as más memórias de uma temporada insonsa (e deixar outras, é certo) mas para aquilo a que se propôs exibir, cumpre os requisitos e não peço mais. “V” é das quatro que falei a que se revelou mais fraca a nível de exibição de segunda temporada mas que, por ter tido esta viragem de 180º, merece todo o destaque.

Depois de termos passado por “Fringe”, “White Collar”, “The Good Wife” e “V”, é hora de terminar e de fechar a casa do Series-Gazing, pelo menos, até ao próximo mês. Até lá, teremos mais alguns desenvolvimentos nas narrativas e estarei cá para comentar todos os aspectos. Até lá, boas séries, bom descanso/estudo, bom início de Primavera!

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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