//
you're reading...
Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×15 – Subject 13


SIM! SIM! SIM! “Fringe” voltou ao caminho certo. “Fringe” deu-nos mais um digno, interessante e excelente episódio! Tremi ao ver cada minuto, cada segundo. Tremi porque tive de o fazer. Tremi porque foi necessário. Raro é o episódio que me deixa tão expectante e maravilhado. “Fringe” superou-se.

Bem, depois de um parágrafo a alimentar o ego dos nossos amigos escritores devido ao brilhantismo que comandou este episódio, passemos à review propriamente dita.

Pois bem, “Subject 13″ é uma continuação do episódio “Peter” e remete-nos, esta semana, para o pós-transição entre mundos, aquele evento causado por Walter que deixou o mundo, o universo, tudo aquilo que conhecemos desfasado. Foi este evento que deu origem aos inúmeros fenómenos do mundo alternativo, foi este fenómeno que permitiu o mundo alternativo avançar tecnologicamente, foi este fenómeno que fez o mundo alternativo evoluir. E nós? Nós ficámos para trás na corrida ao armamento contra tudo isto.

Numa das mais assustadoras e sinistras imagens iniciais, vemos o young Peter a caminhar sobre o gelo. Ele pára, a certa altura. Convicto que não era daquele mundo, amarra uma corda à volta da sua cintura cuja outra ponta estava amarrada a uma pedra, com um padrão interessante. Entretanto, a sua suposta mãe procura-o em casa, sem saber onde e como ele está. Mas vê uma sombra no gelo. Aquela sombra que mais parecia um vulto, faz com que o circuito se ligue no seu cérebro e aí, sem pensar, começar a correr para salvar o “seu” pequeno. No entanto, quando Peter a vê, não olha a meios e começa a partir o gelo. Afinal, ele pensava que a porta para o seu mundo seria ali, naquele gelo, naquela água, mas não era.

Pormenor Interessante

Quando ouvimos, uma vez, September (The Observer) falar com Walter, ele disse que Peter tinha de morrer. Ora, no nosso mundo, ele morreria de doença e no mundo alternativo? Pois, não sabemos. Mas o que podíamos inferir era que, após o rapto do AlPeter, este teria de morrer, indubitavelmente, pois iria desencadear uma série de acontecimentos que nos levariam ao espaço-tempo, actualmente. E talvez por a “sua” mãe ter ido salvá-lo com sucesso, tudo isto estava destinado a acontecer.

A “sua” mãe salva-o. Mas ela não sabe o que salvou. Aquele filho não é seu. Aquele filho não lhe pertence. O que se fez ao Universo, não se volta a fazer e, como sempre ouvi, o Universo arranja sempre uma maneira de nos castigar, de uma forma ou de outra.

E assim, com este mote, que começa o episódio.

Pontos Interessantes do Episódio

  • Walter em Jacksonville com crianças – este é, sem dúvida, um dos momentos que estávamos à espera de ver. Foi neste momento que vimos quão Walter é dedicado às crianças (embora as faça passar por testes horríveis, como vimos em Olivia), o quão Walter é dedicado à sua família.
  • Outro dos pontos que devo salientar é o facto de William Bell ter sido referido muitas vezes mas nunca ter aparecido. E isto não sucede só neste episódio. Nos restantes e embora saibamos que ele tenha desaparecido, William Bell marca sempre presença nos discursos das personagens dando, pois, um sentido de que Bell está em todo o sítio e que não é esquecido.
  • As tulipas brancas. As tulipas que marcaram presença na temporada anterior e que serviram de sinal a Walter. As tulipas que significam pureza e simplicidade e não é ao acaso que Olivia é encontrada por Peter num campo de tulipas brancas.
  • No mundo alternativo, a Jacksonville de Walter, é Bishop Dynamic de Walternate. Lembra-vos algo? (assobio)

E para além de todos estes pontos marcantes do episódio, tivemos espaço para descobrir com tempo e interesse, o “poder” de Olivia e todas as suas características.

É importante referir que Olivia havia feito a passagem entre mundos quando fugia do seu pai que lhe batia. Vira os dirigíveis. Vira o que mais ninguém tinha visto até àquela data. Mas Walter, embora soubesse que tinha atravessado, não sabia o motivo e submeteu Olivia aos testes mais intensos e algo desumanos… Por a fechar às escuras num quarto e apresentar um puto, seu colega, a fingir de morto fez com que toda a sala se incendiasse! Temos, pois, a explicação para o tal quarto queimado que vimos na temporada anterior, em “Jacksonville”.

Foi o medo que despertou o poder. Foi o medo que lhe permitiu atravessar. E numa das sequências mais inteligentes da série, o final é-nos dado de uma forma tão simples (mas tão complexa) que nos deixou com aquela água na boca…

Quando o pai a vai buscar, Olivia sente a necessidade de contar a Walter o que ele lhe fazia. Cheia de medo, entra no gabinete e fala com o Walter que não é Walter, o Walter diferente. Walternate. Sem pensar, Olivia revela-lhe que há outro universo. Olivia diz tudo. Mas Olivia não sabia. Mas Walternate sabia que algo estava mal, que o seu Peter não poderia ter desaparecido sem deixar rasto. E é este ponto que marca a evolução tecnológica do mundo alternativo. É aqui e em mais nenhum momento.

O nosso “Subject 13″ é Olivia. 13 é sinónimo de azar. 13 é sinal de má sorte. E todos estes eventos que ocorrem desde o início da série, todos os acontecimentos que deixaram esta guerra avançar tanto, vieram da revelação “azarada” de Olivia, em 1985. Mas não culpemos Olivia. Afinal, era uma criança. Inocente. No fundo, ficou a ganhar: conheceu Peter, aquele seu amor sem igual, aquele rapaz que a faria sonhar, que a faria sorrir, que a faria maravilhar. E, por isso, nem tudo está perdido.

Ainda há tempo de…

…da palavra da semana: SWITCH. Switch tem vários significados mas eu vou escolher dois que se enquadram bastante bem no episódio. O primeiro tem a ver com a troca de Peters. Walter não se conformou com a morte do seu e raptou o AlPeter. Walter, como pai, não pensou. Afinal só queria o seu filho de volta… O segundo significado prende-se à palavra “botão”. Todos os eventos foram originados através de uma origem comum. O facto de AlPeter ter sido levado por Walter e a revelação de Olivia a Walternate, constituíram o botão necessário à guerra. E esta, hein?

“Fringe” teve, pois, mais um episódio digníssimo, notabilíssimo, interessantíssimo e carregado de emoção. Sem exagerar, deu-nos uma história simples (mas complexa) que marcou o início de toda a mitologia que envolve “Fringe”. “Fringe” marcou, “Fringe” ganhou, “Fringe” maravilhou.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

Discussion

No comments yet.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Biblioteca

Calendário

February 2011
S M T W T F S
« Jan   Mar »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728  
%d bloggers like this: