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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×12 – Concentrate and Ask Again


“Fringe” batalhou, a semana passada, com o novo episódio de “Supernatural” e com um especial sobre as publicidades do evento desportivo mais influente na América, o Super Bowl. Esta batalha deu a “Fringe” 1.6/5 (rating/share) e uns 4.258 milhões de espectadores o que não é bom sinal. Mas é, ainda o terceiro episódio exibido à sexta. Vamos esperar que melhore.

Passando agora ao que realmente interessa, “Fringe” teve o seu primeiro filler da temporada. Sim, é verdade. Mais tarde ou mais cedo, teríamos de ter um episódio que servisse para o que comummente se diz, encher chouriços. E isto não é mau de todo. Por vezes, é bom apostar em episódios deste género porque não só deixam o espectador respirar um pouco sobre aquilo que está a acontecer bem como serve para empatar um pouco a história. Sei que “Fringe” já teve muitos fillers, e voltar a isto era mau. Mas estamos a falar da terceira temporada, daquela temporada exímia que não tem decepcionado, que tem sido maravilhosa.

O caso era simples: terroristas que decidiram matar os responsáveis por certos testes científicos realizados neles, na guerra, que os tornou portadores de um gene mutante e, consequentemente, estéreis. O caso não foi dos melhores mas serviu para guiar as personagens. Um facto interessante prende-se ao facto de o episódio ter sido conduzido pelas personagens e não pelo caso como temos visto em fillers das temporadas antecedentes.

Este caso foi, então, o pretexto para irem à procura de um rapaz que fora sujeito aos testes de Cortexiphan e que lia mentes. Muito devido ao desenvolvimento precoce desta habilidade, o rapaz foi afastado dos testes porque Walter tinha medo que ele descobrisse o segredo de Walter, aquele segredo mais bem guardado até à temporada passada.

Depois de terem a ajuda do telepata que os argumentistas decidiram apenas, apelidar, o episódio mostra-nos o resto do caso: numa festa de beneficência, os dois terroristas restantes decidem construir um colete com várias bombas militares contendo este pó para matar aquele que foi o chefe de todos aqueles testes que referi acima. Mais uma vez, Olivia, com um tiro certeiro, impede que todo este plano se concretize.

Em primeira instância, foi isto que aconteceu. Um caso simples, sem grandes loucuras nem complexidades que entreteve, apenas.

Então e o resto?, perguntam-me vocês. Hum, sim, Olivia estava bela e maravilhosa naquela festa. Mas não é isso, pois não? Eu sabia.

“Fringe” também é novela e eu ainda não sabia disso. Já houve tempos em que era impensável “Fringe” dar em novela, e se se falava do relacionamento Peter/Olivia, era muito pouco. Neste episódio, é-nos revelado o papel de Peter naquela máquina. Se escolher Olivia, é o nosso mundo que sobrevive. Se escolher a Fauxlivia (adoro este nome!) é o alternativo que sobrevive. Sim, o motivo “amor” dá para tudo o que é razão mas estamos a falar de Fringe… Não podiam ter colocado algo melhor? Entre as Olivias há diferenças e, porque não, basearem-se nisso?

Pois, mas é o que temos. E agora sim, vemos os verdadeiros planos de Walternate. Se ele sabia que Peter teria de escolher uma delas, mandou a Fauxlivia ao nosso mundo e criar uma relação com Peter. Foi tão bem sucedida que Peter ainda sente algo por ela, revelado isto pelo nosso amigo telepata a Olivia.

Antes de terminar, passo os olhos sobre The First People. Sou-vos sincero: gostava de ter um livro daqueles. Adorava lê-lo, adorava interpretá-lo, adorava ter aquele pedacinho de história da mitologia “Fringe”. Se Nina andou bastante intrigada quanto ao que aqueles livros escondiam, quando foi falar com Samuel Weiss ainda ficou mais curiosa. Ele revela, pois, aquilo que já vos havia dito acima: o destino do mundo está na escolha de Peter.

NOTAS

  • A palavra da semana foi Hatch. A máquina e tudo o que ela envolve estavam contidos num ovo e este episódio revelou-nos aquilo que mais temíamos: uma escolha, um destino. O jogo, a mitologia, a ciência estavam num ovo que neste episódio eclodiu.
  • Samuel Weiss sabe bem mais daquilo que conta. Estranho, não?
  • Para a semana voltamos ao mundo alternativo!

E assim termino mais uma review de “Fringe”. Este episódio 12 deu-nos as cartas para o jogo que começará daqui a algum tempo. Este episódio 12 serviu para nos situar no nosso mundo, serviu para nos dar aquilo que precisamos para, na próxima semana, regressarmos ao alternativo e vermos como as coisas estão por lá. Estão melhores? Piores? Que se passou enquanto estivemos focados no nosso mundo? perguntas para serem respondidas já sexta!

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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