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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×10 – The Firefly


No passado Sábado, não pude deixar de expressar a minha tão grande alegria quando vi “Fringe” no meu computador, à espera de ser clicado, à espera para ser partilhado. A espera foi grande, a espera foi intensa… Depois de uma primeira parte de temporada bastante sólida que nos mostrou, finalmente, aquilo que Fringe é capaz, as Impossibilidades voltam para um caso, digamos, complexamente simples.

Os Observadores estão de volta e com trunfos na manga. Um dos heróis mais aclamados por Walter, Roscoe Joyce, vê, de novo, o seu filho muito amado enquanto caminhava, já depois da hora do deitar naquele hospital, feito sonâmbulo. O seu filho, que morrera em 1985, segreda-lhe qualquer coisa e depois desaparece. Mas não desaparece de qualquer forma… Quem o tinha trazido ao presente havia sido o Observador.

E é este o mote que dá corpo a mais uns 43 minutos de puro entretenimento.

Walter leva-o, então, para o seu laboratório para este ficar a conhecer aquele que é o herói da sua vida, a sua estrela favorita, aquele que o faz sonhar sempre que, por aqueles ouvidos, passa a música da sua banda favorita. O interessante de todo este episódio foi o facto de terem arranjado uma forma de explicar o Efeito Borboleta sem a dita Borboleta.

Pois bem, numa fatídica noite em que Walter decide, finalmente, passar para o outro lado para ir buscar o seu outro filho, Peter e que, aquando da sua chegada ao mundo real caem num lago gelado e são salvos pelo Observador, um pequeno pirilampo decide sobrevoar o sítio onde pai e filho se encontravam. Peter agarra aquele pirilampo e contempla-o, maravilhado.

Lá longe, uma pequena rapariga procura, incessantemente, esse mesmo pirilampo. Contudo, por Peter foi apanhado e esta afasta-se de casa. Seu pai decide ir procurá-la no seu camião. Chovia a potes.

Num cruzamento, o pai da pequena menina não consegue travar a tempo e derrapa, atingindo um rapaz que, na altura não parecia tão importante assim… Esse rapaz era o filho de Roscoe. Esse rapaz foi a causa da separação da banda favorita de Walter.

Foi Walter quem iniciou esta reacção em cadeia que, mais tarde, se revelou prejudicial para muitos…

O Observador fez questão de explicar isto e muito mais… Foi mais longe ao ponto de direccionar todas as acções das personagens para o momento em que Peter bebia aquele leite com o soro que há muito Walter andava a estudar para poder atingir, de novo, a magnificência de outros tempos. Salvou-se Peter. Salvou-se Walter.

Mas foi também aqui que o Observador concluiu aquilo que mais temia: Walter mudou e está disposto a perder o filho quando chegar a hora. Aquela hora em que estaremos em plena guerra e que a máquina, finalmente, estará activa. Aquela hora em que o destino de todos e de cada um se vai concretizar…

Mas, não quero terminar, sem antes referir a outra história que abrilhanta os mundos de Fringe: Olivia e Peter. Sem transformar numa novela, os produtores conseguiram mostrar o suficiente daquela relação, o suficiente para vermos mais Anna Torv que continua fantástica. A metáfora desta semana é o livro, aquele livro que os une, uma história contada por um escritor de pena de tinta infinita. Por eles, o escritor promete derramar tinta só para poder comparar a sua relação com o objecto mais comum da vida. Por a sua relação ser incomum, a realidade é precisa e nenhum pormenor escapa… Tal é feito de forma brilhante que Olivia contemplou um casal de idosos que só sorria por felicidade. Naquela cabeça só via Peter, só via aquilo que podiam ter tido se não tivesse Altivia vindo estragar tudo.

NOTAS

  • Foi só de mim ou aquela breve frase do Observador para Peter quando diz – It must be very difficult…being a father – me deixou com a pulga atrás da orelha?!
  • A palavra desta semana foi UNITES. Unir é fazer uma aliança, é dizer “sim, uno-me contra tudo e contra todos”. Unir presente e passado. Unir mulher e homem. Unir pai e filho. Unir.

Fringe marcou presença, esta semana, com um episódio fantástico. A uma sexta com 1.9/6 (rating/share) e 4.875 milhões de espectadores, Fringe ganhou o horário e não posso deixar de mostrar o meu enorme contentamento.

O segundo arco está aí. Preparados para mais uma dose de adrenalina, de maravilha e de impossibilidades? Eu estou!

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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