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Análise de Temporadas, V

V S01


Uma review postada no blogue Imagens Projectadas que faz uma revisão de toda a temporada um da série V, um remake com o mesmo nome de 1983.

– Escrita a 4 de Setembro de 2010. –

“V” é uma série de extraterrestres. Não vale a pena negar porque o é. Por esta razão, estava, na temporada passada, duvidoso quando à abordagem que dariam à vida fora da Terra que sempre suscitou curiosidade no ser humano.

Devo dizer, de antemão, que nunca me dei bem com séries sobre/com extraterrestres. Sempre as achei irreais, parvas, sem fundamento. Para quem está a pensar em “Doctor Who”, bem, vi a primeira temporada e tenho que recuperar as restantes mas quero-me habituar àquele mundo. É estranho ver aqueles aliens… Sinto-me desconfortável, apenas.

Bom, mas este “V” é um remake da mini-série (e série) feita em 1982-1983, pela NBC e que na altura foi sucesso. É certo que, actualmente, e estando mais desenvolvidos tecnologicamente, o assunto “extraterrestre” seja mais “normal” entre a comunidade. Naquela altura, tal era futurista e captava bastante as atenções de todos os espectadores.

Logo no primeiro episódio observamos Anna e toda a sua família chegar à Terra, em naves, e espalhar-se por todas as grandes metrópoles do mundo. À primeira vista, os V pareciam normais e com boas intenções. Mais à frente, na temporada, as suas intenções revelam-se malévolas. Aquando de uma primeira invasão (que creio eu é uma referência à série de 1982-1983), foi formado um grupo, Fifth Column que tinha como ideal, combater os V e mandá-los para o seu sítio de origem, coisa que, aparentemente, conseguiram. Voltam, de segunda vez, mas desta vez com um plano: haviam deixado alguns da espécie mascarados de humanos para analisar os comportamentos da espécie e fornecer as informações a Anna, para que o ataque fosse mais eficiente. À medida que a temporada decorre, observamos os terrestres mais embutidos na vida extraterrestre e fascinados com tudo aquilo que podem aprender desta nova inteligência.

Anna, com o intuito de destruir todos os movimentos anti-V, chama um companheiro masculino, o melhor de entre uma selecção para acasalar, produzindo imensos ovos que, após nascidos e crescidos têm uma única função: matar. Esta medida sai furada visto que Erica, juntamente com Joshua (que pertence à Fith Column e está na comunidade V) criam uma bomba , destruindo praticamente todos os ovos de Anna, deixando-a sem exército. No final, Anna descobre e lança sobre a Terra o chamado Red Sky com características bastante peculiares. Por mais que reveja este final, nunca me farto. Talvez pela banda sonora que lhe dá aquele toque mais emocional, não sei. Digo-vos, este foi um dos finais da temporada que mais me custou ver… Tudo a terminar no vermelho, tudo a terminar ali e saber que só para o ano poderei ver o que sairá dali…

Em relação a “V” não tenho muito a dizer. Com um elenco bom (destaque para Mrena Baccarin e Elizabeth Mitchell), boas personagens com uma evolução muito positiva, “V” trouxe-nos uma temporada regular, interessante e bem mais estável face a “FlashForward”. Prova-se que a ganância de episódios é inimiga do sucesso.

Contudo, há certas coisas que a ABC devia melhorar em “V”. Em primeiro lugar, os efeitos especiais. Alguns para além de mal feitos (a filmagem da correria de Erica para a porta aquando da explosão dos ovos de Anna), os cenários são bastante desconfortáveis e há a impressão de um eco no decorrer das falas das personagens. Quanto aos cenários, há muitos que transmitem uma sensação de profundidade enorme (e desnecessária) e isso causou-me desconforto. Mais ainda, o eco. Talvez pela ilusão de profundidade, alguns diálogos parecia haver um eco e isso não é, de todo, bom. Espero que “V”, em termos técnicos, melhore nesta segunda temporada. E mais, a história. Está boa mas quero ver mais acção, quero um pouco mais de sangue, quero algo chocante, quero ver o filho de Ryan. Quero, realmente, algo fora do normal sem exageros.

Nota: 8/10

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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