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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×07 – The Abducted


Antes de começar esta minha review quero agradecer a todos vós, fiéis leitores, o facto de me continuarem a acompanhar nesta jornada de “Fringe”. É sempre bastante gratificante saber que escrevo para além que está interessado em ler e comentar o que me deixa bastante feliz e com ainda mais força para continuar. Não sou igual ao António Guerra mas procuro sempre deixar-vos contentes e satisfeitos com as reviews de uma das melhores séries de todos os tempos! Sem mais demora, sigamos para o que realmente interessa.

“Fringe” está de volta com um episódio do outro mun… desculpem, no outro mundo.

Pois bem, o caso desta semana prendeu-se a um pequeno rapaz de nome , que fora raptado pelo chamado Candyman sem a sua mãe notar qualquer movimento suspeito dentro da sua casa. Este homem, Candyman, raptava crianças de dois em dois anos, para lhes drenar as hormonas que se encontravam nas glândulas pituitárias dos meninos e assim se tornar jovem, de novo. Se bem se lembram, já foi tratado um caso deste género no nosso mundo e com bastante sucesso por parte da nossa equipa Fringe.

Não obstante, o facto de se retirar tais hormonas através da nuca dos meninos durante 48 horas, sem parar, fazia com que estes regressassem às suas famílias com sintomas de quem já havia vivido mais de 70 anos. Felizmente, a equipa Fringe alternativa com a ajuda da sobredotada Astrid, conseguem descobrir quem está por detrás de tal esquema e mais importante ainda matá-lo para não causar mais nenhum problema.

Ora, esta parte do caso foi, a meu ver, uma das partes que menos me interessou no episódio porque o melhor está para vir. Bem, há dois episódios atrás, “Fringe” deixou-nos a pedir um pouco mais quanto à condição da nossa Olivia no mundo alternativo. Afinal, Walternate descobrira o que permitia a Olivia viajar entre mundos e, por isso mesmo, esta deixou de ser útil para si. Numa tentativa frustrada de conseguir regressar ao seu verdadeiro mundo, porque, no meio de tudo isto, Olivia havia perdido muitas das capacidades que a definiam enquanto Altivia, Olivia pede ao seu taxista, aquele que a acompanhou na sua fuga no primeiro episódio, para a ajudar a ir à Ilha da Liberdade, local onde se situa o laboratório de Walternate e onde vários testes são conduzidos. Injecta-se com uma determinada substância e surge na loja onde já havia estado. Com medo de se perder e de morrer sem nunca se saber que Olivia estava no outro mundo, deixa uma mensagem à mulher da limpeza para contactar Peter e lhe dizer que a Olivia com quem ele está não é a verdadeira. Peter, perplexo, olha para o infinito sem saber que dizer e ficamos nós, espectadores, à espera pelos eventos do próximo episódio. No outro mundo, Walternate que conseguiu descobrir o seu plano manda sedá-la e tudo aquilo porque Olivia lutou poderá estar perdido.

NOTAS

  • Observámos, pois, mais uma brilhante prestação de Anna Torv que está como peixe na água nesta temporada de “Fringe”. Conseguiu eliminar aquela expressão carrancuda e sem graça e dar vontade, dar credibilidade, dar vida a uma personagem muito misteriosa e curiosa.
  • Vemos, neste episódio, a faceta pessoal, a faceta “pai” de Broyles que havia estado oculta no nosso mundo.
  • A palavra desta semana foi, portanto, ESCAPE. Será esta palavra uma ordem para Olivia, para ela fugir daquele mundo? Será que o teste a que foi submetida lhe proporcionou uma saída daquele mundo, um escape a todo um mundo alternativo que só quer a sua morte?

Tiro, mais uma vez, o chapéu a “Fringe” que se mostrou ainda mais sólido, ainda mais interessante, ainda mais dinâmico. Será que Peter vai acreditar na palavra da mulher da limpeza? Será que a Altivia deixará cair o seu disfarce? Será que tudo aquilo que vimos até agora foi uma preparação para um clímax por nós esperado há sete semanas?

“Fringe” é, portanto, uma das melhores séries que se encontra em exibição nos Estados Unidos. A sua mudança para as sextas-feiras na midseason é motivo de preocupação porque as suas audiências podem cair até valores perto dos de Dollhouse não sendo suficientes para uma renovação por parte da FOX. Para mim, foi uma das mudanças mais parvas que a FOX fez até hoje pois em vez de fazer com que “Fringe” se mantenha na grelha e se assuma como um dos melhores dramas do género, enterrou-a à sexta, num horário de quase morte. Vou esperar, ansiosamente, por um milagre porque sei que Fringe é bem capaz de se sobressair e de vingar e de calar todos aqueles senhores que se encontram à frente da FOX.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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