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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×06 – 6955 kHz


E “Fringe” volta, esta semana, com mais um digníssimo episódio. Ocorrendo, desta vez, no nosso mundo, este sexto episódio é como que uma consequência do que se passou no quarto, que mais tarde explicarei.

Bom, este sexto episódio de “Fringe” levou-nos ao mundo do electromagnetismo descoberto por Marconi no final do século XIX. Foi ele que conseguiu, com bastante sucesso, realizar a primeira transmissão transatlântica via rádio. 6955 kHz vai, exactamente, pegar nesse acontecimento para nos revelar mais um dos maravilhosos mistérios que compõem a terceira temporada de Fringe e, consequentemente, a guerra dos mundos.

Esta frequência, 6955 kHz, é muito traiçoeira visto apagar as memórias de todos aqueles que a ouvem (um pouco à Dollhouse, não acham?). Contudo, foi um caso maravilhosamente bem feito por nos introduzir uma Altivia bastante mais preocupada e stressada. Prestaram atenção às expressões faciais e aos nervos que esta expressava sempre que se falava em Walternate e o plano de destruição? Repararam na falta que Newton lhe faz?

Altivia juntamente com o seu…digamos…companheiro, tentam enviar uma espécie de mensagem com aqueles cubos maravilhosos que emitem um pulso da frequência que acima referi tendo o tal efeito indesejado. Mas porquê? Bem, ao que parece estas transmissões de números que muitos curiosos se punham a investigar revelaram ser coordenadas de determinados sítios que escondiam alguma coisa remanescente de uma população bastante desenvolvida tecnologicamente e muito antiga, de um tempo anterior aos dinossauros, chamada First People.

Ora, se a problemática da máquina destruidora que Walternate possui nas suas mãos já havia sido trazida ao de cima e que causara muito atrito entre Pai e Filho, neste episódio, os ânimos acendem-se. Walter vê-se bastante preocupado com os “estudos” de Peter e é Nina quem o convence de que tal é uma espécie de preparação da defesa de uma guerra que ainda agora acabou de começar.

Assim, Astrid vê-se com mais destaque e procura decifrar todos aqueles números baseando-se num pequeno (contudo, singular) livro dos finais do século XIX, altura em que Marconi fez tal descoberta. Astrid aponta, por isso, numa direcção, mais propriamente, Jersey City e lá cava-se aquilo que é uma das 37 peças que constituem a máquina que trabalha, unicamente, com Peter.

Aproximando-nos do final, temos uma fantástica sequência de transição entre mundos e observamos Olivia a sair do banho, calmamente, para receber uma chamada. Depois de tal, Peter aparece-lhe avisando-a de que tudo está a chegar ao derradeiro momento. Olivia, preocupada, olha para ele como quem pede ajuda. Olivia olha para ele com medo.

NOTAS

  • O súbito destaque de Astrid neste episódio foi uma mais valia para a história. Interessante será dizer que tal como a Alstrid (Alternate Astrid), Astrid possui uma fantástica intelegência que é mal aproveitada.
  • Nina teve, igualmente, um papel interessante neste episódio. Denotei ali alguma química entre ela própria e Walter. Estarei enganado?
  • Os números tomam, mais uma vez, destaque neste episódio singular. Estamos a falar, obviamente, da marca J.J Abrams.
  • E, mais uma vez, John Noble consegue, brilhantemente, encarnar Walter. Walter é, para mim, uma das minhas personagens favoritas porque até ele é carregado de mistério.

Algumas notas sobre a mitologia da série que devem ser apontadas:

MITOLOGIA

  • Se todos vós já puderam reparar, em todos os episódios de “Fringe” há uma imagem com um determinado símbolo, indicando que “Fringe” foi para intervalo. De entre muitas imagens destacam-se o Cavalo Marinho com a série de Fibonacci e a cara humana feita de fumo. Pois bem, essas imagens juntamente com aquele pontinho amarelo brilhante fazem parte de um código e a cada imagem corresponde uma letra do alfabeto.
  • Assim sendo, a palavra desta semana foi “Decay”. Decay significa decadência. Será que devido à descoberta de Walternate, o nosso mundo entrou em decadência? Será que a descoberta de Peter fará o nosso mundo entrar em decadência?

Foi, portanto, um episódio que marcou o fim de uma primeira parte desta terceira temporada de “Fringe”. Um episódio que, tal como o 5, nos permitiu ver como estão as coisas no nosso mundo. Em suma, foi um episódio bastante interessante que não só trouxe mais mitologia e magia à série, bem como nos preparou para o episódio épico que está para chegar. Vão perdê-lo? Eu não!

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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