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Análise de Episódios, Dexter

Sobre Dexter 5×12 – The Big One


Dexter: But wishes, of course, are for children.

“Dexter”, depois de uma brilhante quarta temporada cheia de momentos de suspense e de pura tensão, deixa-nos a pensar sobre o que, de facto, ocorreria depois daquele final que, digamos, foi o mais chocante já visto. De queixo caído fiquei eu, quando vi aquela cena, aquele banho de sangue, aquela imagem. Ansiosamente, esperei pela quinta temporada, uma temporada que iria ditar o “pós-evento” e, por isso, a reconstrução de uma personagem.

Certo é que, temporada como a quatro já não conseguem fazer. Foi boa demais, simplesmente. Já partia para a temporada cinco com o pensamento de que tudo o que se iria passar não iria superar, na sua essência, todos aqueles eventos da temporada que tudo decidiu.

Depois uma primeira parte morna, “Dexter” começou a aquecer a partir do episódio 6. Começou a preparar uma rampa. Uma via de sentido único tal como a vida, sem espaço para segundas oportunidades. Tudo culminava ali, naquele ponto. Seria, por isso, o clímax de uma das melhores séries de todos os tempos.

A única palavra que consigo expressar quanto ao final é: desilusão. À excepção de excelentes momentos que me deixaram, realmente, nervoso para o que se iria passar, o final não se revelou nada de especial. Um final sem brilho.

Afinal, há espaço para segundas oportunidades e foi isso que foi dado a “Dexter”. Deb estava lá. Tinha toda a história. Tinha a faca e o queijo. Esqueceu-se de como fazer a sanduíche.

Sou levado a crer que esta temporada foi de transição. Algo que, desde o épico final da quarta temporada se está a preparar para a sexta (e espero que última) temporada de “Dexter”. Chocar-me-á? Talvez. Deixar-me-á perplexo? Talvez. Mas aquele final, aquele The Big One que estava a pedir e que a promo mostrou, deixou-se andar. Apenas.

Resta-nos a história de Quinn que, espero, ficará arrumada para o ano e a ama que, cada vez mais, me parece misteriosa e com algo sinistro que poderá ser revelado nos novos episódios que virão.

Esperava mais e não consegui. É uma pena, deveras. Afinal, os desejos são mesmo só para crianças.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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