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Azimute

Artes #1 – “Em Busca do Da Vinci Perdido”


Para comemorar a estreia de mais um espaço, o Laboratório de Séries preparou para os seus leitores uma Edição Especial do espaço Azimute, que contará com uma dupla opinião ao documentário “Em Busca do Da Vinci Perdido” transmitido pela National Geographic Portugal, no passado dia 18 de Março.

VANDA BALTAZAR

Desde o início da sua existência que a humanidade tem vindo a registar a sua arte de diversas maneiras. Começando pelas pequenas gravuras gravadas nas paredes de grutas da Idade da Pedra, passando pelas admiráveis ilustrações do Antigo Egipto, maravilhando-se com o fresco do Juízo Final de Miguel Ângelo, não esquecendo os grafittis, presentes nas inúmeras paredes das nossas ruas, que contam a história de um povo, terminando por fim nas obras dos artistas contemporâneos, como a artista nacional Paula Rego, as artes sempre existiram como uma forma de nos experessarmos para os outros, de deixarmos aqueles acontecimentos importantes registados para as gerações futuras conseguirem viver o Presente sem cometer o erros do Passado.

Leonardo Da Vinci fora outro artista que marcou a história da humanidade para a eternidade, com as suas deslumbrantes obras.

Foi no início do ano de 1500, que Leonardo Da Vinci começou uma das suas mais ambiciosas obras, A Batalha de Anghiari. Pouco tempo depois, abandona o fresco e, em algumas décadas, a obra-prima desaparece. Sendo o homem do tamanho do seu sonho, Maurizio Seracini, fundador do Centro de Diagnóstico do Património Cultural em Florença, é a personagem central deste documentário.

Seguindo o sonho de desvendar um dos maiores mistérios da arte, este investigador, que utiliza sobretudo métodos dentro das tecnologias da medicina e militar sem nunca destruir o trabalho artístico, dá início a uma das pesquisas mais controversas da sua carreira ao colocar em risco uma das obras mais admiradas de Giordio Vasari.

Após anos de pesquisa e guiado pela frase “Procura e Encontrarás”, Maurizio Seracini é levado a acreditar que o fresco d’A Batalha de Anghiari encontra-se escondido atrás de um quadro de Vasari no Palazzo Vecchio em Florença.

Colocando a comunidade de Florença dividida, Seracini levará o telespectador numa irresistível viagem de mistérios cujo o final mudará para sempre a sua perspectiva sobre a obra de Leonardo Da Vinci.

JORGE PONTES

Quando pensamos em cultura e em arte, na nossa cabeça surgem as mais variadas obras tão bem conhecidas e que fazem parte do nosso conhecimento geral. E o caro leitor não poderá negar que, apesar de termos, ao longo da História, recuperado peças de valor incalculável, muitas perderam-se e com elas, grandes tesouros e grandes histórias morreram.

E é nesta busca incessante por algo que, provavelmente, marcaria toda uma era do Renascimento, onde o Homem se começava a preocupar consigo próprio e se colocava no centro como sendo aquele capaz de conseguir tudo, Maurizio Seracini busca uma pintura que se julgava perdida.

Tal como a Vanda referiu, esta sua investigação gerou bastante controvérsia em todos os media não só porque havia uma manipulação dos acontecimentos que circundavam aquela que poderia ser a descoberta do século mas também porque um fresco que já havia sofrido com o tempo, estava em risco de ser “mutilado”. Apesar de todos estes problemas, a investigação principiou e não posso dizer que não fiquei surpreendido com o decorrer desta.

De facto, ao longo dos 30 minutos do documentário, o espectador é capaz de observar um projecto ganhar vida, um sonho tornar-se realidade sendo todos os desenvolvimentos, bons ou maus, discriminados e analisados por uma equipa pressionada para obter resultados, pressionada por querer “destruir” um fresco de renome, pressionada por marcar a História.

Foi, sem dúvida, uma história diferente sobre um mundo por nós tão desconhecido e que merece a nossa maior atenção porque, se o leitor pensar realmente nisto, a arte, seja ela escrita, pintura, escultura ou até a fotografia, são tudo processos dos quais fazemos uso para mostrarmos ao mundo aquilo de que somos feitos e aquilo que sentimos, naquele momento em que começamos a tecer o que para nós é arte. De qualquer das formas, (praticamente) toda a mentalidade de uma época histórica pode estar concentrada nas manifestações artísticas que vemos todos os dias e não só nos permite saber quem fomos há algum tempo atrás como define quem seremos e como actuaremos daqui para a frente.

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"Rehabilitar es asumir un ser vivo un contexto mas amplio"

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