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Dream of 400 Years, The Drama Lab

The Drama Lab – Dream of 400 Years, o Despertar da Maldição


“Dream of 400 Years” (사백년의 꿈) é uma mini-série, de 2 episódios, transmitida pelo canal KBS2 na Coreia do Sul.

Este k-drama retrata a misteriosa história de uma múmia que se preservou durante 400 anos, mas que após a abertura do seu túmulo, acontecimentos estranhos começam a suceder uns atrás dos outros.

Para descobrir os segredos que rodeiam a misteriosa múmia, Kang Hee Sun (Han Eun Jung), professora de Medicina Legal, inicia uma investigação pormenorizada por toda a história daquele túmulo. Descobrindo segredos que perduraram durante séculos, Hee Sun acaba por revelar um dos homicídios mais horrendos, que poderá deixar toda a família de Ryu Tae Joon (Choi Hyun Min) na ruína.

Drama misterioso e arrepiante do início ao fim, “Dream of 400 Years” foi, sem dúvida, um dos doramas que mais me surpreendeu até hoje, sendo considerado um dos meus favoritos.

Desde o início desta história que o telespectador é inserido numa história problemática, onde um corpo de uma mulher permaneceu conservado durante 400 anos, sem qualquer substância de preservação, a não ser a maldição que lhe rodeia. Desde logo, é despertado o nosso interesse sobre aquele corpo. Quem terá sido aquela mulher? Porquê um tumulo escondido daquela forma? Que maldição é aquela que faz com que coisas estranhas teimem a acontecer aos membros daquela família?

Isto são dúvidas que se vão dissipando ao longo da historia, mas que quanto mais sabe, mais, o telespectador, quer saber, acabando por se arrepiar com acontecimentos inesperados e com uma das formas mais medonhas de morrer.

Em certos momentos, somos ainda influenciados a refletir sobre a tradição do casamento que vigorava na Coreia do Sul há 400 anos atrás, onde nem o Amor conseguia combater o desejo de engrandecer a honra da família, acabando por ser, no fundo, a principal causa de morte daquela mulher.

É ainda de referir que os efeitos especiais deste drama souberam estar perfeitamente à altura de toda a história, acabando por dar um toque de fantástico a toda a série.

***

Como anunciado na rubrica passada, a análise a “Dream of 400 Years” contará com a Participação Especial de Jorge Pontes, o rapaz que dizia não querer ver doramas.

“Depois das séries americanas terem vincado muita da minha cultura audiovisual e devido à tão incessante insistência da Vanda, embarquei numa jornada de um único sentido na descoberta de uma nova cultura, de uma parte da Humanidade que desconhecia por completo.

“Dream of 400 Years” apaixonou-me desde o momento em que terminei de ler a sinopse. Seja pela belíssima actriz que interpreta Kang Hee Sun seja por toda a história e mitologia que envolvem todas as personagens e que, no fim, acabam por envolver o espectador.

Como que à velocidade da luz, “Dream of 400 Years” surpreende a cada minuto que passa pela sua imprevisibilidade, pela sua inteligência, pela sua ligação tão forte à mitologia que envolve a Natureza, o amor e o tempo. Sendo esta história uma prova viva de que o amor não vence só as barreiras físicas como também as do tempo, durante as duas partes em que foi dividida a série, nunca deixamos de torcer para que aquele Amor prevaleça sobre todas as coisas, que aquele anel de cor verde que significa, ao mesmo tempo esperança, una finalmente duas almas que se perderam no tempo e que se perderam numa maldição com mais quatro séculos… tudo porque a cultura daquele tempo não permitia que Homem e Mulher se amassem verdadeiramente.

Há quatrocentos anos atrás, provavelmente hoje e a esta hora, uma pequena chama vermelha de paixão, se apagava para voltar a acordar negra como o breu, à procura de vingança, no corpo de uma múmia, algo preservado pela raiva, pelo desprezo, pela dor. Um amor que havia sido fechado num túmulo de gesso e que, 400 anos depois, foi finalmente libertado para trazer paz a duas almas outrora perdidas, outrora esquecidas.

Um drama de apaixonar, para iluminar e para nos fazer ver que o Amor é intemporal e imortal.”

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"Rehabilitar es asumir un ser vivo un contexto mas amplio"

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