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Análise de Episódios, Fringe

Sobre Fringe 3×21 – The Last Sam Weiss


“The blood of innocents burning in the skies”

Nada melhor que abrir esta review com um dos versículos mais intensos das mais recentes músicas dos Linkin Park, “Burning in the Skies”. E se não só a música nos leva a pensar na nossa pequenez bem como consegue ser o espelho de todo este final de “Fringe”.

Pegamos, pois, na última imagem onde “Fringe” nos havia deixado há uma semana atrás e deparamo-nos com Sam e Olivia a admirar aquela máquina tão misteriosa e sinistra. No mundo vermelho, esta tinha sido activada por Walternate com metade do ADN de Peter o que provocou, por quantum entanglement, uma reacção na máquina do nosso universo que a tornou activa, igualmente. Como pará-la, então?

Sam Weiss era a peça que faltava neste puzzle… Sam é a jóia na coroa que fará toda a diferença. Mas não antes de vermos todo um mundo ser destruído por raios electromagnéticos que surgem no ar como pequenas penas que caem de uma galinha, como pequenas gotas que chuva que caem em dias de mau tempo…

Entretanto, Peter acorda amnésico. Peter acorda de um sono profundo após aquele contacto tão vil e maldoso com a máquina. Peter acorda para um mundo em perfeita destruição.

Tal como num jogo de xadrez, a rainha, o bispo e o cavalo brancos, estão prontos a insurgir-se contra o rei e o bispo negros, aqueles do outro mundo que, num acto desesperado ligaram a sua máquina para conseguirem salvar o seu mundo, para conseguirem salvar todos aqueles civis isentos de culpa, todo aquele mundo alternativo que nos deixa a pensar no livre arbítrio.

Livre Arbítrio é livre escolha… Mas será que Olivia a teve? Será que Olivia escolheu ser quem é? Será que Olivia queria isto? Será que Olivia já estava pre-destinada? Olivia é, pois, uma das personagens que mais cresceu nestes últimos tempos e depois daquela viagem cheia de lombas e sinais de stop à sua mente, Olivia assume uma atitude mais madura, mais “sem medo” perante um Apocalipse. Afinal, é ela a chave para quebrar aquele campo de força em redor daquela máquina, é ela que, tal como Peter, estão destinados a salvar um mundo corrupto, um mundo onde tanta coisa não faz sentido, um mundo com tantos pedaços de História mais negros que o próprio carvão.

Para além dos saltos entre os mundos, Olivia possui uma outra habilidade: Psychokinesis. Desconhecida por ela (e por todos nós), Walter é o que toma a dianteira neste assunto, é ele que está disposto a treiná-la para o que aí vem. E se, naquela altura, aquela máquina de escrever tão sinistra não funcionou, quando Olivia estava com Peter, feliz e sem medo, foi quando aquela frase que ela havia pensado começou a ser pintada naquela folha branca, tão pura quanto Olivia:

Astrid (ao telefone com Olivia): Be a better man than your father.

E se esta frase nos deixa um tanto ou quanto perplexos quanto àquilo que Olivia pensa de Peter, o final não deitou este pensamento por Terra. E mais ainda, como em “Fringe” não devem acontecer finais felizes (porque “Fringe” não é desse tipo) o que Deus juntou, “Fringe” quebrou e aquele amor de Olivia e Peter, aquela relação que os mantém tão felizes e que fez Olivia mudar-se, é colocado em stand by assim que a máquina deixa Peter entrar, assim que a máquina, como que num casamento, diz que sim.

E num só respirar, somos levados a 2021, àquele ano onde o mundo está virado de pernas para o ar e Peter parece ser alguém tão importante como Walternate para o mundo vermelho…

NOTAS

  • Achei, mais uma vez, a explicação para os eventos muito interessante. Tal como num campo magnético, as máquinas funcionam como ímanes e, entre elas, um campo é formado… À escala mundial, raios electromagnéticos começam a cair e o caos instala-se…
  • A palavra desta semana foi “MULTI”. Multi-narrativas, multi-mundos, multi-Weiss, multi-… . Será que esta palavra é indicativa de um outro universo? Será que “MULTI” indicará uma fusão entre universos? Que nos indica “MULTI”?

E assim, com esta ansiedade, com este “desespero”, com esta vontade de saber como este capítulo termina, “Fringe” despede-se dos espectadores após 42 minutos intensos.

Toda esta temporada nos tem vindo a preparar para o clímax que está para vir, para o fim de um capítulo de uma história que ainda tem muito para contar, para algo que temos vindo a ansiar desde há muito. O final é, de todas as séries que vejo, o que mais quero ver e rever e maravilhar-me vezes sem conta pois se há série que me cativou deste o primeiro minuto, foi esta menina, menina que agora é uma Senhora, uma Duquesa. Espero-te, “Fringe”, de braço abertos. Não me desiludas.

About Jorge Pontes

Viajar é nascer e morrer a todo o instante, até porque é fácil apagar as pegadas. Difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão.

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